Um fracasso

A cobertura dos grandes jornais do assassinato do miliciano na Bahia é precária. Não é preguiça, nem falta de gente. Os jornais têm medo de Bolsonaro e de Sergio Moro.
Em outros tempos, as melhores equipes dos jornais estariam acampadas no entorno do cenário da execução.
Hoje, fazem cobertura de campo de dentro das redações. É o jornalismo de tubo, que vai acabar matando o próprio jornalismo.
A tropa que matou Adriano da Nóbrega pode ter contribuído para que também o jornalismo morra mais um pouco.Mas ainda tenho esperança no grande esforço da Folha, mesmo temendo Bolsonaro e Moro, para dizer que enfrenta os dois.

O MASSACRE DOS JORNAIS

A Folha de S. Paulo tem neste momento sete chamadas sobre Lula na capa do site. SETE. E todas têm o mesmo foco: desqualificar a figura do ex-presidente, às vezes com alguma ‘sutileza”, para que o massacre não seja tão descarado.
O Globo tem seis chamadas sobre Lula. O tom é o mesmo, também com algumas voltas para parecer que há ‘imparcialidade’. A intenção dos dois jornais é uma só: manter Lula nas manchetes, mas da pior forma possível, com abordagens sempre depreciativas.
É uma estratégia da imprensa dentro do golpe e uma manobra do próprio negócio da mídia. Os grandes jornais abandonaram os últimos restos de diversidade (que chegaram a existir até anos atrás) e fizeram a opção pelo público conservador e reacionário.
É com o golpe e com esse público que tentam sobreviver. E estão conseguindo.