FOLHA EMBARCA NA FRAUDE

É brabo ter que concordar com Bolsonaro. A grande imprensa está se esforçando para morrer e ser enterrada no buraco aberto pelas próprias corporações.
Sylvia Colombo, repórter da Folha, embarcou na fraude montada por Juan Guaidó, para dar a entender que foi barrado ao tentar entrar na Assembleia em Caracas.
Vários jornalistas já mostraram que Guaidó montou a cena, depois de ser autorizado a entrar (acessem os sites do 247 e do DCM).
O golpista forçou a entrada com um grupo de ex-parlamentares cassados para que a cena fosse exibida em todo mundo.
Mas a versão de Guaidó é a que sustenta a matéria da jornalista.
A imprensa golpista inventou Bolsonaro e Guaidó. São criaturas fora de controle. Que se entendam sobre a declaração de Bolsonaro a respeito de raças em extinção.
O jornalismo está sendo desafiado também pela extrema direita a sobreviver fora das grandes redações, ou a morrer abraçado aos ex-amigos de Bolsonaro.
(Um detalhe sobre a reportagem da Folha. A matéria é assinada por Sylvia Colombo, e ao lado aparecem as procedências, em maiúsculas: CARACAS e BUENOS AIRES | REUTERS e AFP. Caracas e Buenos Aires? Por que Buenos Aires? É provável que a repórter não esteja em Caracas? Os nomes das agências Reuters e AFP fazem supor que o jornal compilou textos dessas agências. Mas falta uma informação decisiva, em nome da transparência: a repórter estava lá ou deu a entender que estava?)

A ‘EMBAIXADORA’ DE GUAIDÓ E O BRIOCHE


A Folha me deve um brioche com goiabada. Li essa chamada de capa do jornal na internet, hoje à tarde, e quase me engasguei com um brioche, que tive de cuspir fora. Tive um acesso de riso incontrolável.

Embaixadora de Guaidó? Que história é essa? Uma pessoa é proprietária de uma embaixadora em Brasília? É uma coisa maluca, não pelo fato de ser golpista, mas pelo simples fato de que alguém não pode ter uma embaixada.

Nem Eduardo Bolsonaro pode ter uma embaixada só dele no Texas, uma embaixada de pessoa física, mesmo com todo o poder que tem.

Um sujeito não pode ter uma representação diplomática, nem aqui nem na China que Bolsonaro quer namorar.

Pois joguei fora o brioche e fui ler a matéria, que começa assim:

“A embaixadora Maria Teresa Belandria, que representa o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, disse à Folha que que o ingresso de oposicionistas do ditador Nicolás Maduro na embaixada do país vizinho…”

Quer dizer que Maduro é ditador, e a mulher que liderou a invasão com uma turma de milicianos é embaixadora do sujeito que se autoproclamou presidente, mas não governa nada, não tem poder nenhum e fracassou até como golpista? É isso?

Essa notícia não é coisa de estagiário. É besteira de editor de idade. O jornalismo está brincando com a gente e desrespeitando nosso direito de comer um brioche em paz.

BOLSONARO PERDEU TODAS

Depois da falar mal dos nordestinos, agora Bolsonaro ataca os argentinos. Mas será que ele teria coragem de ir a Buenos Aires falar dos que definiu como esquerdalha do peronismo, atacados em seu discurso em Pelotas?
Bolsonaro teria o peito de defender torturadores num discurso de apoio a Macri diante da Casa Rosada? E atacar os negros? E dizer que só estupra mulheres bonitas?
Bolsonaro não iria. Ele enterrou todos os que tentaram pegar carona no seu discurso fascista. Sartori, no Rio Grande do Sul, chegou a virar Sartonaro.
Perdeu a eleição para outro bolsonarista de Pelotas, mas um bolsonarista mais dissimulado, mais rococó. Os gaúchos só aceitaram a versão do bolsonarista tucano porque era um direitoso fofo e rendado.
Depois, Bolsonaro encostou o filho no golpista Juan Guaidó, para que o moço se apresentasse como novo líder da direita latino-americana. Assim, agradaria Trump.
Eduardo chegou a ir à fronteira da Venezuela, em abril, na véspera do que seria o golpe. Queria tirar lasca da festa. Mas o golpe fracassou. Guaidó foi um ingênuo que chegou a acreditar na possibilidade de Bolsonaro mobilizar teco-tecos para a invasão de Caracas. Mas Bolsonaro o abandonou e ninguém mais fala em Guaidó.
E agora Macri. O argentino cometeu o erro de cortejar Bolsonaro e deixar que o ogro o cortejasse. Não há como um governo que quebrou a Argentina ser reabilitado com o apoio e o discurso de Bolsonaro.
No desespero, Macri tentou levar a inspiração bolsonarista para a Argentina e se deu mal. Levou uma goleada das esquerdas.
Os argentinos passam fome, mas querem emprego e comida. Aqui, os que perdem o emprego e passam fome pedem uma arma. É diferente.

O farsante

Juan Guaidó é o farsante manipulado por Trump e fascistas latino-americanos de quinta categoria. Empurrou Leopoldo López para uma armadilha e, daqui a algumas semanas, se continuar livre, tentará o golpe de novo.
Guaidó é o que se chamava antigamente de bucha de canhão. Embarcou na conversda de Trump e de Bolsonaro e não pode continuar para sempre como golpista impune.
Golpistas têm de ser enquadrados. Deveria estar preso, se é que já não está.