VERISSIMO E A DIREITA SURTADA

Luis Fernando Verissimo continua levando bordoada da direita mais burra (sob pretextos variados), porque teria ofendido os judeus ao sugerir (é brabo ter que explicar ironia) que a extrema direita poderia costurar uma estrela vermelha na roupa dos ‘marginais’ petistas, para melhor identificá-los como inimigos.
Alguns judeus se sentiram ofendidos. Se Luis Fernando tivesse escrito que os bolsonaristas iriam marcar a ferro e fogo os petistas, como os sinhozinhos marcavam seus escravos, os negros também se ofenderiam?
Por favor, menos. Que a direita em surto use outros argumentos para atacar gente do tamanho de Luis Fernando Verissimo.
Atacam Luis Fernando por suas posições, e não por suporem, como fingem supor, que ele seria antissemita. É uma bobagem, é uma besteira, é uma imbecilidade.
Luis Fernando é um dos maiores brasileiros vivos. É muito mais do que o nosso maior cronista, é o cara que usa o mais brilhante texto da imprensa brasileira para ser um pensador das liberdades e da democracia.
Parem de atacar Luis Fernando, medíocres e torpes ex-tucanos convertidos ao bolsonarismo.

Os judeus e Bolsonaro

É decidida e corajosa a declaração de Henry Chmelnitsky à revista Piauí sobre as especulações em torno de um possível e esdrúxulo apoio dos judeus a Bolsonaro.
Disse o gaúcho (presidente do Conselho Geral das entidades ligadas à Federação Israelita do Rio Grande do Sul, ex-vice da Confederação Israelita do Brasil e ex-presidente da Federação Israelita gaúcha): “A comunidade judaica nunca pode apoiar quem segrega. Por princípio, porque pagou com a carne a segregação”.
Chmelnitsky disse mais, em resposta às opiniões públicas do empresário Meyer Nigri, pró-Bolsonaro, que repercutiram mal na comunidade judaica: “Em toda minha vida, nunca vi uma reunião com mais de dez judeus, em que nove fossem a favor da direita. Ele (Nigri) não representa a média da comunidade, que sempre transitou pela diversidade e nunca teve lideranças ligadas aos extremos”.
Outros líderes da comunidade têm rebatido as declarações de Nigri, segundo o qual apenas 10% dos judeus seriam contra a candidatura de Bolsonaro e formariam uma “minoria barulhenta”.
Parece inacreditável. Mas ainda bem que a comunidade judaica tem líderes capazes de responder sem medo aos pregadores do bolsonarismo.
Outros líderes, de tantas outras áreas e entidades, poderiam fazer o mesmo, se é que têm a mesma coragem.
(Já informo aqui que irei deletar sumariamente qualquer comentário ofensivo de cunho étnico ou religioso.)