La La Land, de novo

Meu amigo Adriano Barcelos reacendeu o debate sobre La La Land, porque foi (desconfiado), viu e gostou. La La Land é a paleta mexicana deste verão.

É um grande filme. É cinema-cinema como há muito tempo não se via. Quem ficar se achando e não for ver La La Land perderá um filmaço.

Mas vai se fazer o que, se muita gente prefere ficar em casa vendo a mesma série, com os mesmos episódios, todos os anos?

Solidão

Um dos quadros mais famosos (alguns dizem que é o mais famoso) de Edward Hopper (1882-1967), o pintor da solidão, que o filme La La Land homenageia do início ao fim.

O filme é tão intenso nesta homenagem que eu me atrevo a dizer que ele é muito mais um espetáculo de deslumbramento com as imagens fixadas numa tela do que uma exaltação da música e da dança.

Homenagem a Hopper

Fui ver La La Land, um filme que faz, além da homenagem aos musicais, outras homenagem explícitas, como a exaltação do jazz, e algumas subentendidas a todas as artes, à pintura e em especial ao gênio de Edward Hopper.
Em muitas trocas de cena, o diretor Damien Chazelle pinta quadros de Hopper na tela. E Emma Stone é ela mesma uma personagem de Hopper.
A reprodução da luz, das cores e dos perfis humanos de Hopper é fantástica. E tem mais homenagens à pintura. Mas aí não vou dizer mais nada. O filme é lindo.