GREENWALD É CRUEL COM AS TARAS BOLSONARISTAS

O jornalista Glenn Greenwald cometeu a maior crueldade com os militantes da extrema direita nas redes sociais. Ao dizer que o Intercept não irá divulgar mensagens que contenham intimidades do pessoal da Lava-Jato, Greenwald cortou o barato do bolsonarismo.

O jornalista deixou claro que não fará com Moro, Dallagnol e suas turmas o que Moro fez com Lula, ao grampear e enviar para a Globo diálogos sem nenhuma conotação política. Essa decisão do Intercept foi anunciada desde o começo, mas a extrema direita ainda tinha esperança.

Os bolsonaristas querem mensagens que acionem suas taras. Os textos falsos que estariam circulando pela internet, com informações sobre intimidades de lava-jatistas, mexeram com as fantasias dos adoradores de Bolsonaro.

Muitas das analogias primárias que eles tentam fazer, para refletir sobre qualquer assunto, passam pela ideia da sacanagem. O próprio Bolsonaro é o autor da frase que melhor expressa essa fantasia doentia. “O Brasil é uma virgem que todo tarado quer”.

Machismo, estupro, homofobia, violência são componentes presentes publicamente nas taras da extrema direita. Por isso Greenwald frustra muita gente excitada ao sonegar a possibilidade de divulgação de mensagens íntimas.

O bolsonarista quer mensagens íntimas, as mais devassas possíveis, mesmo que sejam contra os gurus deles. Eles só conseguirão entender o que se passava na Lava-Jato se tiverem acesso a sacanagens.

O bizarro é o combustível do fascista. Como o Intercept não irá divulgar nada do que eles pedem, é provável que eles mesmos passem a criar mensagens com suas obsessões. O fascista é um depravado exibicionista e insaciável.

DALLAGNOL CONTINUARÁ MUITO POBRE

Deltan Dallagnol vai continuar procurador, vai manter suas palestras (agora gratuitas), será aplaudido no avião, passará a mão na cabeça das crianças no shopping e um dia poderá almejar até a chefia da Procuradoria-Geral da República. Poderá. Tudo é possível.

Mas por um bom tempo Dallagnol terá de desistir de ser um homem rico ou gestor de fundos bilionários. Por um descuido da sua soberba, o procurador perdeu a chance de cuidar de uma fundação com os R$ 2,5 bilhões da Petrobras. E agora perde, pela mania de escrever mensagens sobre seus sonhos, o plano de arrecadação de grana pesada com suas palestras mágicas.

O Intercept pode não ter destruído a carreira do procurador, porque o corporativismo irá salvá-lo, mas nunca mais Dallagnol poderá sonhar com a arrecadação de até R$ 400 mil por ano, ou 400k, como ele dizia nas mensagens que enviava à esposa.

Dallagnol nunca mais poderá juntar dinheiro com suas falas rasas de autoajuda em que misturava moralismo e religiosidade. Acabou-se o plano do Dallagnol empreendedor.

Dallagnol nunca mais irá estabelecer metas, passar seus planos à própria mulher e aos colegas sócios das suas ideias, nunca mais poderá imaginar-se dono de uma empresa com fachada de entidade filantrópica.

Pulverizou-se o Dallagnol que se apresentava como um altruísta, mas queria ganhar dinheiro com a fama conseguida pela Lava-Jato.

A ambição desmedida do procurador o consumiu. Ele terá de descobrir outra forma de ganhar dinheiro fora da sua atividade como procurador, ou continuará pobre de marré marré com seu salário de apenas R$ 33.689,11 por mês.

Mas como desenhou o chargista Montanaro, da Folha, Dallagnol poderá então se dedicar a um plano B. E o plano B pode ser a criação de uma igreja em que ele passará a recolher o dízimo.

Um lugar para atrair fieis eles já têm há muito tempo. É o templo do total respeito às leis, à serenidade, ao bom senso e à moralidade com sede em Curitiba.

É o templo das delações e das rezas da Lava-Jato. Que as beatas do bolsonarismo os sustentem.

O ATORMENTADO

Se a Vaza-Jato já fosse uma investigação criminal (em algum momento será), o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima poderia ser um candidato a delator.
Santos Lima é o servidor atormentado pelas arbitrariedades de Sergio Moro, como revelam as conversas divulgadas hoje pela Folha.
O procurador da Lava-Jato sabia que Moro era um autoritário que passava por cima das leis e do bom senso quando impunha como deveriam ser os acordos de delação.
Mas ele era apenas um servidor desconfortável entre procuradores submissos, que cumpriam as ordens do juiz porque Dallagnol achava que assim deveria ser.
Dallagnol foi dominado por Moro e acabou constrangendo os colegas que deveria liderar.
As falas de Santos Lima nas conversas vazadas mostram que os métodos de Moro deixaram sequelas profundas na força-tarefa do Ministério Público.
O procurador aposentado Santos Lima deveria falar, em respeito ao Ministério Público.

A hora de investigar o instituto do procurador endinheirado

Chegou a hora de investigar a fundo os negócios de Deltan Dallagnol, mas sem vacilações. Em março, a Procuradoria-Geral da República travou a criação das Organizações Tabajara do procurador da Lava-Jato. Mas isso não basta.
Com as novas mensagens divulgadas pela Folha, é preciso ir adiante para desvendar por completo a ideia do procurador de criação da fundação com os R$ 2,5 bilhões da multa imposta à Petrobras.
Ninguém mais fala do instituto de Dallagnol, cuja criação teve o aval da vara especial comandada por Sergio Moro, ou não teria sido nem mesmo projeto. A imprensa e o Ministério Público abandonaram o assunto, ressuscitado pelas mensagens agora publicadas.
Dallagnol queria ganhar dinheiro desde 2015, como mostram as mensagens. Mas é preciso ordenar o conjunto de informações que ele passa aos colegas para entender quando a ideia da fundação ainda está viva e quando ele parece optar por outra saída.
Essa mensagem abaixo é recente, de 3 de março deste ano:
“Se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras pra nós, escaparíamos das críticas, mas teria que ver o quanto perderíamos em termos monetários”.
Duas semanas depois, a procuradora-geral, Raquel Dodge, determinou formalmente que Dallagnol desistisse da ideia da fundação.
A dúvida é esta: o procurador insistia com o projeto, com outro formato, mesmo sabendo que sua chefe estava tratando do seu plano esdrúxulo e que iria, logo depois, determinar que ele abandonasse tudo?
É a investigação a ser feita. O que as mensagens sugerem é que, ao perceber que a fundação não iria prosperar, Dallagnol agarra-se ao novo projeto da entidade sem fins lucrativos, mas já sabendo que não pode contar com o dinheiro da Petrobras.
O que ele quer, ao criar o grupo de mensagens que trata do assunto com colegas, em dezembro 2018, é ganhar dinheiro. O procurador envolve até a esposa em suas expectativas de ficar rico. Fernanda, a mulher dele, seria dona-laranja numa empresa promotora de palestras.
Esse texto é da Folha: “Cerca de três meses antes de iniciar o grupo para discutir a abertura da empresa, Deltan informou a esposa sobre a lucratividade das palestras apurada até setembro de 2018.
Essa é a mensagem: “As palestras e aulas já tabeladas neste ano estão dando líquido 232k [R$ 232 mil]. Ótimo… 23 aulas/palestras. Dá uma média de 10k [R$ 10 mil] limpo.”
No mês seguinte, como mostra a Folha, o procurador manifestou suas previsões de renda extra para o fechamento de 2018.
“Se tudo der certo nas palestras, vai entrar ainda uns 100k [R$ 100 mil] limpos até o fim do ano. Total líquido das palestras e livros daria uns 400k [R$ 400 mil]. Total de 40 aulas/palestras. Média de 10k limpo”, disse o procurador.
Dallagnol era um homem que fazia contas. O jornalismo ainda deve a grande reportagem sobre a evolução do plano do instituto com dinheiro da Petrobras e de outros projetos para faturar alto.
O Ministério Público não pode continuar calado. Se ficar, estará daqui a pouco diante de algo maior.

PROVAS AO MAR

Deltan Dallagnol diz em entrevista ao Estadão que se desfez do Telegram, e assim eliminou mensagens trocadas na Lava-Jato, por orientação da Polícia Federal.
Isso é o que diz o procurador ao responder sobre a decisão de não entregar seu celular para a perícia da PF:
“A Polícia Federal entendeu que isso não contribuiria para as investigações porque a atividade criminosa atingiu as contas mantidas no Telegram, na internet, e não no aparelho. Antes da divulgação das mensagens atribuídas a mim e a outros procuradores, eu encerrei a conta no Telegram e troquei meu aparelho, seguindo as orientações da própria Polícia Federal para proteger as investigações em curso e a minha segurança pessoal”.
A Polícia Federal deveria confirmar se orientou mesmo um procurador a se livrar de conteúdos que poderiam ser usados como prova.
Ao se desfazer do Telegram e eliminar dados, o procurador não corre o risco de ter suas mensagens arquivadas comparadas às que estão sendo divulgadas há um mês pelo Intercept e pela Folha.
Num caso normal, seria como jogar ao mar algo que poderia contribuir para a obtenção de indícios que comprovem a materialização de um delito.
Até porque muitos juristas afirmam e reafirmam que a PF deveria, sim, investigar não só a história do hacker, mas se há crime no conteúdo das mensagens que foram vazadas com as conversas em que Moro dá ordens a Dallagnol como chefe de fato da Lava-Jato.
Está no Código de Processo Penal, artigo 6º, inciso III, conforme já foi noticiado várias vezes:
“Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: (…) colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias”.
A PF, segundo Dallagnol, fez o contrário e mandou que ele se desfizesse das provas. É grave.
Curitiba não tem mar. Mas a Lava-Jato tinha e tem águas profundas à sua disposição.

OS 10 DRAMAS DE SERGIO MORO

O que levou Sergio Moro a pedir licença para cuidar de “assuntos particulares”.

1. Moro não consegue trocar ideias com Deltan Dallagnol e seus ex-subordinados no Ministério Público da Lava-Jato, porque é claro que não irão usar celular e sistemas de mensagens. E eles adoravam trocar mensagens. Agora, é preciso ter contato direto. Mas onde? Será que se encontraram nos Estados Unidos? Mas não deve ter sido suficiente.

2. O ritmo da divulgação dos vazamentos, que é lento porque exige apuração e a publicação das mensagens em seus contextos, atormenta os envolvidos. Se não conseguem se comunicar, não conseguem nem se preparar melhor para o que eles sabem, e sabem muito bem, que virá mais adiante.

3. Moro vai enfrentar no Supremo o julgamento da suspeição levantada por Lula. Pode ter informações de que será derrotado. E, se for derrotado, precisa estar preparado para o que virá na sequência.

4. A Lava-Jato pode estar sendo desmontada com a retirada dos tijolos da sua base. Se puxarem, além do tijolo da condenação de Lula, outros pontos de sustentação, tudo virá abaixo, junto com o projeto maior do ex-juiz de chegar ao Supremo.

5. O dito suporte jurídico à defesa de Moro é frágil. O ex-juiz repete sempre os mesmos e poucos defensores da sua tese de que conversas como as dele com Dallagnol são triviais no Judiciário. Não são, ou não podem ser.

6. A repercussão internacional do escândalo das conversas abalou sua reputação no Exterior. Moro já não é mais visto como herói contra a corrupção, como conseguiu se vender nos Estados Unidos.

7. A decisão do Intercept de compartilhar o material das conversas com Folha e Veja criou uma armadilha para o ex-juiz. Ele sempre acusou o Intercept de ser um site sem expressão. Agora, a revista que o endeusou está editorialmente contra ele, e o maior jornal do país se jogou com força na pauta.

8. Moro e Dallagnol sabem que os vazamentos não são obra de um hacker, mas certamente de alguém de dentro do esquema. Por isso não desmentem categoricamente as conversas.

9. O governo que o acolheu está sob suspeita desde o começo. As relações da família Bolsonaro com milicianos desqualificaram o discurso moralista do ex-juiz. Moro sabe onde se meteu.

10. Moro pode ficar só, como ficaram Serra, Aécio, Cunha e o jaburu. Ele sabe que a direita não perdoa e abandona seus perdedores.

O JORNALISMO NÃO PODE LARGAR SERGIO MORO

O jornalismo fracassou quando Sergio Moro viajou para os Estados Unidos e circulou à vontade, por cinco dias, sem o acompanhamento de nenhum repórter.
O jornalismo, em especial o da grande imprensa, não pode fracassar de novo agora, quando o ex-juiz pede afastamento de cinco dias do governo para tratar de assuntos particulares.
O jornalismo terá de seguir Moro. Não há outra figura pública mais controversa na História recente do país. Não há no governo nenhuma outra autoridade com a importância de Moro para que se entenda o que pode ter acontecido na ação seletiva e delituosa do Judiciário brasileiro nos últimos anos.
Nenhuma outra figura pública tem hoje a relevância de Moro, para que o país finalmente preste contas com seu passado recente, desde muitos antes do golpe de agosto de 2016.
Sergio Moro é a mais pública de todas as figuras públicas. Seus atos deveriam ser transparentes, pelo menos em Brasília, como ele exigia em Curitiba que fossem as condutas dos políticos.
Mesmo que a transparência nunca tenha sido uma virtude da Lava-Jato, é agora, como homem público com cargo no poder, que Sergio Moro passará pelo grande teste como alguém que se consagrou como amigo da imprensa e dela fez uso para legitimar o encarceramento de Lula.
É agora que o jornalismo fica diante do desafio de finalmente enfrentar Sergio Moro sem salamaleques e firulas, sem tratamento especial e sem medos. O jornalismo deve acompanhar os passos de Moro a partir de hoje como nunca acompanhou.
O país precisa saber o que afinal Sergio Moro irá fazer no tempo em que ficar afastado, enquanto se ampliam as denúncias de que ele e Dallagnol afrontavam leis e normas elementares como justiceiros da Lava-Jato.
Se disser que fará tal coisa, Moro terá de comprovar que realmente estará fazendo. O Brasil vai exigir as provas.
Como homem público, Moro só tem o direito à preservação de intimidades e nada mais.
O ex-juiz terá de dizer o que o levou a pedir a licença. Se não disser, a imprensa terá a obrigação de descobrir. O jornalismo das grandes redações, que tem recursos para mobilizar profissionais na quantidade exigida por tarefas desse porte, deve se inspirar no destemor do Intercept.
A imprensa não pode ter medo de Sergio Moro.

OS ARAPONGAS INTERNACIONAIS DA LAVA-JATO

Essa do Moro e do Dallagnol tramando para derrubar Maduro e assim interferir nas eleições no Brasil é a prova do esquema internacional da Lava-Jato.
É nojento demais ler os diálogos publicados hoje pela Folha. O ex-juiz e seus subalternos da procuradoria tramavam para romper um acordo de delação que mexia com questões de outro país, enquanto viviam de delações.
Moro e Dallagnol são duas das figuras mais repulsivas de toda a história brasileira. Porque desqualificaram as instituições que deveriam proteger e imbecilizaram um país ao trabalharem como serviçais dos americanos.
Os dois devem agora ser investigados como agentes internacionais. Os democratas americanos precisam ajudar a desvendar esse escândalo. A Lava-Jato foi uma trama golpista a serviço de estrangeiros, e certamente não só dos Estados Unidos.
Numa democracia de verdade, Moro e Dallagnol estariam presos antes de clarear o dia.
O Supremo vai continuar se acovardando?

O INSUPORTÁVEL

Ninguém aguenta mais os argumentos enviesados e rasos de Sergio Moro. É difícil suportar a pobreza mental do ex-juiz e as suas tentativas de imbecilizar ainda mais os imbecis.

Mas o que vai ficando insuportável mesmo é a voz de Sergio Moro. Ninguém aguenta ouvir Sergio Moro todos os dias com aqueles falsetes de voz de adolescente e aquelas pausas de han… han… han e é…é… é… de quem busca alguma ideia num balão, digamos, vazio e cheio de nada.

Essa história do balão é dele. Moro se esforça, mas tem recursos literários que envergonham o baixo clero do Congresso. É uma figura que produz frases e sons desagradáveis.

Por isso não convoquem mais o ex-juiz para depor no Congresso. Evitem que ele nos obrigue a ouvi-lo.
Ninguém aguenta mais ouvir Sergio Moro citando sempre o mesmo “pensador-jurista” liberal americano que o isenta de culpas. É sempre o mesmo pensador, porque não há outro.

É insuportável ouvir o ex-juiz repetir que talvez tenha dito algo, que pode ter cometido um descuido, mas que não reconhece a autenticidade do que vaza das conversas da Lava-Jato porque não se lembra de nada.

Ninguém suporta mais ouvir Sergio Moro dizer que sumiu com o sistema de mensagens do seu celular há dois anos e que ele é vítima de uma equipe de hackers milionários que pretendem destruir a Lava-Jato.

Por favor, não chamem mais Sergio Moro para depoimentos em que ele debocha da imprensa, desqualifica o jornalista Glenn Greenwald e o Intercept e ainda se apresenta como o Batman do Judiciário. Mas sempre como se estivesse contendo um arroto ou alguma coisa que ameaça sair pela boca.

Economizem a toxidade de Sergio Moro. Vamos esperar o processo em que ele terá um dia que se explicar por suas ações na Lava-Jato. Vamos nos poupar para o dia em que poderemos ouvir Sergio Moro como réu.

O DELATOR CONFORMADO

É esdrúxula a situação do delator Leo Pinheiro. A manchete da Folha informa hoje que o empreiteiro nega que tenha sido pressionado pelos procuradores a delatar Lula.

Mas quem deixou claro que Leo Pinheiro foi manobrado de todas as formas para que delatasse Lula sob pressão foi a própria turma de procuradores, nas mensagens vazadas e publicadas pelo Intercept e pela Folha.

Leo Pinheiro só virou delator depois que os procuradores o convenceram de que haveria negociação se o delatado fosse Lula. Está lá nas mensagens. É só saber ler.

Mas é claro que nenhum dos delatores grandões, incluindo o doleiro Alberto Youssef, vai contrariar os procuradores agora. Se contrariarem, perdem todas as mordomias.

Imagine que Youssef, contra quem não há mais nenhuma condenação e nenhuma pena a cumprir (porque foi bonzinho com a Lava-Jato e está livre e solto em Angra ao lado do Pedro Barusco), vai dizer que foi pressionado.

Nenhum dos que ficaram mais de ano preso, incluindo o empreiteiro Marcelo Odebrecht, cometerá a bobagem de dizer que foi obrigado a delatar Lula. Todos vivem uma vida boa, com os prêmios que receberam de Sergio Moro.

Mas o próprio Marcelo já disse que executivos da sua empresa fizeram delações sobre caixa dois para o PT, inventando operações que não existiram. Conseguiram livrar a cara e escapar da cadeia. Mas Marcelo nunca será manchete de jornal algum e nunca será ouvido de novo pela Lava-Jato.

Enquanto isso, outras perguntas continuam em aberto. A Lava-Jato, agora no poder, vai perseguir o jornalista Glenn Greenwald também porque é gay e casado com um deputado do PSOL?

Como está o grande plano de Sergio Moro de defesa do cigarro nacional? Quem vai finalmente esclarecer o que era afinal a fundação dos R$ 2,5 bilhões de Deltan Dallagnol com dinheiro da Petrobras?

Por que os procuradores eliminaram mensagens e até hoje não entregaram os celulares à Polícia Federal de Sergio Moro?

Algum delator pode contribuir, sem coação, para que essas perguntas tenham respostas?

Por onde anda o Queiroz?

Quem mandou o miliciano vizinho de Bolsonaro matar Marielle?