VERISSIMO E A DIREITA SURTADA

Luis Fernando Verissimo continua levando bordoada da direita mais burra (sob pretextos variados), porque teria ofendido os judeus ao sugerir (é brabo ter que explicar ironia) que a extrema direita poderia costurar uma estrela vermelha na roupa dos ‘marginais’ petistas, para melhor identificá-los como inimigos.
Alguns judeus se sentiram ofendidos. Se Luis Fernando tivesse escrito que os bolsonaristas iriam marcar a ferro e fogo os petistas, como os sinhozinhos marcavam seus escravos, os negros também se ofenderiam?
Por favor, menos. Que a direita em surto use outros argumentos para atacar gente do tamanho de Luis Fernando Verissimo.
Atacam Luis Fernando por suas posições, e não por suporem, como fingem supor, que ele seria antissemita. É uma bobagem, é uma besteira, é uma imbecilidade.
Luis Fernando é um dos maiores brasileiros vivos. É muito mais do que o nosso maior cronista, é o cara que usa o mais brilhante texto da imprensa brasileira para ser um pensador das liberdades e da democracia.
Parem de atacar Luis Fernando, medíocres e torpes ex-tucanos convertidos ao bolsonarismo.

Bíblicos

Para começar a semana bem, publico esta foto que a Virginia fez esses dias na casa da Sonia e do Abrão Slavutzky.
Luis Fernando Verissimo com Abrão e Moisés. Verissimo é o único do novo testamento.
Abrão quis ficar do lado esquerdo e eu claro que concordei. Ele é o dono da casa. E Abrão, sabemos bem, é aquele que veio antes de todos.

A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Moisés Mendes e Abrao Slavutzky, pessoas sorrindo, pessoas sentadas, barba e área interna

NA CASA DE SONIA E ABRÃO

Estive ontem com a Virgínia na casa dos nossos amigos Abrão e Sonia Slavutzky. Os dois convidaram outros amigos dispostos a conversar sobre a minha pré-candidatura a deputado estadual pelo PT.

Conversamos com Luis Fernando e Lúcia Verissimo, Robson Pereira, Edson Luis de Sousa, Élida Tessler, Suzana Saldanha, Igor Arriada e Davi Slavutzky.

Falamos do Estado, do Brasil, dos netos e da Copa. E concordamos todos num ponto: esta é uma boa hora para fazer política. Por isso disse a eles que sou pré-candidato. Eu quero fazer política agora, na resistência pela volta da democracia plena.

Virgínia acha que foi um dos melhores sábados das nossas vidas. E foi mesmo. Foi bom ouvir todos eles e saber que o Luis Fernando e a Lúcia deixaram de ver o jogo da Alemanha com a Suécia para participar da roda de conversa.

Sonia saudou os presentes, fez chá e chocolate e ofereceu um banquete de quitutes. Falamos sério e também rimos muito. Nos divertimos. E decidimos que iremos em frente.

Luiz Antonio de Assis Brasil e Valesca de Assis não puderam comparecer porque viajaram para São Paulo. Enviaram uma mensagem carinhosa lida por Abrão.

Que sábado. Chegamos no início da tarde e fomos embora tarde da noite. Quando saímos, o Davi ficou lavando a louça.

Que belo presente nós ganhamos da Sonia e do Abrão.

 

O pai do Luis Fernando

Foi bonita a festa da Academia Rio-Grandense de Letras que premiou autores (Germana Zanetti em poesia e Daniele Marcon em dissertação) e homenageou Luis Fernando Verissimo com o troféu de Escritor do Ano.
Estive no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo agora à noite a convite do poeta Elvio Vargas, membro da Academia e meu amigo desde a adolescência no Alegrete.
No final, fui cumprimentar Luis Fernando, Lúcia e Pedro, quando pedi ao Pedro que enfiasse a mão no bolso do pai e tirasse as anotações que ele havia apresentado como uma cola do seu breve discurso.
Eu queria fotografar o texto para publicar. Luis Fernando ouviu a trama e me presenteou com o original, que aí está.
O que se lê é uma homenagem amorosa ao pai dele.

Transcrevo o texto abaixo, porque a letra ficou pequena na reprodução:

“Membros da Academia Riograndense de Letras
Senhoras e senhores
(Autoridades e personalidades presentes)
As senhoras e os senhores da Academia Riograndense de Letras sabem, melhor do que ninguém, que um escritor é a soma das suas leituras e de suas influências.
Daqui a exatamente cinco dias, no dia 17 de dezembro, será a data de aniversário da pessoa responsável pelas minhas leituras e que me influenciou de várias maneiras, além de ser um exemplo de coerência, humanismo e vida.
Por isso, acima de todos os autores e personagens que me encantaram como leitor e me ajudaram como escritor, quero dedicar este prêmio, que tanto me honra, à memória do meu pai.
Muito Obrigado”.

 

Orangotangos

Mais uma vez concordo com Luis Fernando Verissimo. Na entrevista que deu ao Flávio Ilha para o Extra Classe, ele é provocado a comentar a própria obra de ficção e admite: “Meu preferido é Borges e os Orangotangos Eternos, que é um pouco melhor do que os outros”.
Li esse livro na praia, em 2001, e lembro bem que economizava cada página para que não acabasse logo. É um livrinho pequeno demais para o que o Verissimo decidiu contar.
Também é o meu preferido porque é o que melhor homenageia a literatura policial. Verissimo brinca com referências e imitações, com Borges, com Poe, magia, mistério, vingança. E a sacada é de gênio.
Mas não me atrevo a ler de novo, para não correr o risco de achar que é bom, mas que em 2001 era superior, ou até de achar agora que é muito melhor do que aquele que li há 16 anos. Não quero trair a memória daquela leitura.
Claro que os sebos têm o livro. Peça e mande entregar os orangotangos em casa. É pra ler num dia de chuva, bem devagar. Se vocês conseguirem.

Reverências

Na noite da sessão de autógrafos de Todos querem ser Mujica, no Sarau Elétrico, em outubro, no fim da festa eu vi um rapaz (que não sei quem é) beijar a mão de Luis Fernando Verissimo.
O rapaz se aproximou, requisitou a mão do Luis Fernando, meio que dobrou o corpo em reverência, beijou e foi embora.
O Santiago​ e a Olga​ estavam na mesa com o Luis Fernando e a Lúcia e viram a cena. O escritor ficou meio sem jeito, mas eu achei bonito. Até porque pouco antes eu havia dado um beijo na testa dele.
Todos ali, se estivessem tão desinibidos como o rapaz, poderiam ter beijado a mão do nosso gênio.
Mas o Chico Alencar beijar a mão do Aécio, com tanta mão pra ser beijada…

Viva Luis Fernando

livro

O que posso dizer sobre o encontro de ontem, no Ocidente, no lançamento de Todos Querem Ser Mujica (Editora Diadorim), muita gente já disse.

Um Sarau com meus amigos e leitores, com a Kátia Suman, o Luis Augusto Fischer, o Diego Grando e o Raul Ellwanger já estaria muito bom. E aí aparecem o Luis Fernando e a Lúcia Verissimo. E mais os meus amigos de Rosário, Alegrete, Ijuí, Livramento, Caçapava…

Nem posso tentar citar mais ninguém, porque revi gente que não via há horas. E conheci pessoas com as quais converso há anos pela internet.

Dizem que o próprio autor deve ser o melhor mascate da própria obra. Então, já aviso que dia 10, às 19h, tem lançamento na Feira do Livro.

No mesmo dia 10, antes da sessão de autógrafos, às 17h, participo de um debate sobre crônica e jornalismo com o Carlos André Moreira e o Jorge Furtado, no Centro Cultural Erico Verissimo, na Andradas, 1223.

Claro que estou bem faceiro com o resultado dessa invenção da Denise Nunes e do Flávio Ilha de reunir algumas crônicas em livro, na estreia da Diadorim.

O momento que mais me tocou ontem? Quando Luis Fernando entrou na sala e foi aplaudido com muita vontade.

Obrigado.

Viva Luis Fernando

Falei com Luis Fernando Verissimo por telefone agora há pouco. Para mandar um abraço pelos 80 anos.

Luis Fernando é muito mais do que o nosso maior cronista, é a mais frondosa de todas as figuras humanistas que este Estado já teve.

Luis Fernando é a nossa garantia de proteção e lucidez contra todos os desatinos.

E, no fim, eu ganhei um presente dele, o texto de apresentação do meu livro de crônicas Todos Querem ser Mujica, que a Editora Diadorim já mandou para a gráfica e sai em outubro.

É bom demais, nesse mundo dominado pelo pessoal do Jaburu, sentir que o Luis Fernando está por perto.

Viva Luis Fernando Verissimo.