O e-mail foi forjado?

A chamada grande imprensa está em sono profundo diante da informação que se espalha pelas redes sociais com a suspeita de que o tal rascunho de e-mail de Monica Moura foi forjado.

Um dos grandes jornais do país, um só, já deveria ter entrado nessa história. Se a imprensa tem se vendido como certificadora de informações que circulam na internet, esta foi a grande chance da semana.

O rascunho de email da delatora é a notícia mais importante da Lava-Jato nos últimos dias. Nada hoje é mais relevante do que certificar se a notícia sobre o e-mail forjado é verdadeira.

Mas haveria mesmo interesse em esclarecer a história do rascunho (rascunho?) de e-mail?

(Por que, um dia depois de noticiar o caso com estardalhaço, o Jornal Nacional não deu hoje uma linha sobre o assunto?)

Caixa sete

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Monica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, finalmente admitiu que ela e o marido receberam dinheiro de caixa 2 do PT em 2010.
Deu no Jornal Nacional, com a reprodução do diálogo de Monica com o juiz Sergio Moro.
É um esclarecimento e tanto. O Brasil ficou sabendo, estarrecido, que as campanhas políticas (só do PT, claro) são pagas com dinheiro de caixa 2.
E também foi esclarecido que Monica não fez a delação antes (dando o nome de um engenheiro que teria feito o pagamento) para não interferir na votação do impeachment pela Câmara.
O bom desses depoimentos é que fica evidente que só um partido recebia caixa 2. Os tesoureiros dos outros partidos recebiam de caixa 3, caixa 4, até de caixa 8, mas não de caixa 2.
O caixa 2 foi uma invenção patenteada por Delúbio Soares no mensalão. E o PT, por egoísmo, usou todo esse tempo o caixa 2 com exclusividade.
O golpismo, além de cínico, subestima a capacidade de discernimento de todos nós.
Até quando? Até quando eles acharem que nossa resignação aguenta.