Meritocracia?

Essa do filho do Mourão que virou marajá do Banco do Brasil vai mexer com mais gente do que os próprios companheiros de governo.
Sabemos, por reflexões de gente que conhece a área militar, dos constrangimentos na Marinha e na Aeronáutica com a desenvoltura dos aliados do Exército (mesmo na reserva) no governo de Bolsonaro.
Tudo o que os constrangidos não querem, e a maioria dos brasileiros também não, é a conexão das Forças Armadas com um governo sem rumo e sem lastro ético. A coisa está ficando perigosa.

A DOLÊNCIA DE BOLSONARO

O vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, disse que o brasileiro é malandro porque herdou a indolência do índio.
Como Bolsonaro foi salvar o parceiro e fez confusão sobre o significado de indolência (achou que era a capacidade de perdoar), meu amigo Carlos André Moreira esclareceu aqui no Facebook. Li agora há pouco:
Indolência
Substantivo feminino. 
1. Insensibilidade, apatia.
2. Negligência; desleixo.
3. Ociosidade, inércia, preguiça:
Aí fiquei curioso e fui ver o que é então dolência. E descobri isso aqui:
Dolência
Substantivo feminino; característica, particularidade ou estado de dolente; que se encontra em sofrimento; dor, aflição, mágoa ou lástima.
Concluí que dolência é o estado em que se encontram Bolsonaro, seus seguidores e seus eleitores.
Eu prefiro uma boa indolência.

Mourões

Quem aguentou um general Mourão no golpe de 64, precisa mesmo aguentar outro general Mourão agora? No Brasil, a História se repete como farsa até nos sobrenomes. E esse também tem tanques?
Nem a Venezuela aguentaria dois golpes com dois Mourões. Teremos mais Figueiredos? E os jornalistas de direita rindo dos generais do Maduro e do gordinho da Coreia.
O surpreendente é que não há nenhum jornalista golpista que se chame Lacerda, ou há e eu não sei, porque eles são tantos. Hoje, temos mais jornalistas do que militares golpistas.