SEM FESTAS PARA O GOLPE

Vamos reconhecer e aplaudir a decisão do Ministério Público Federal de advertir os militares para que não comemorem o golpe de 64 no dia 31 de março. Assim devem funcionar as instituições.
É a mais importante deliberação do MP em defesa da democracia nos últimos anos. Porque é forte, é substantiva e é simbólica.
Em pelo menos 18 Estados (e os outros estão quietos?) foram ou serão emitidas recomendações para que os quartéis se abstenham de qualquer tipode festividade.
Os comandantes terão de explicar, em 48 horas, que medidas foram adotadas para evitar festejos dentro dos quarteis. A ação do MPF é coordenada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.
Ontem, a Defensoria Pública da União já havia ingressado com ação civil pública na Justiça Federal, para que as Forças Armadas sejam impedidas de realizar comemorações.
O 31 de março será um grande teste para a democracia. Se houver festa para comemorar o golpe em algum lugar e não acontecer nada, os alertas das instituições terão fracassado.
Interessa saber também se Bolsonaro e seus garotos farão alguma comemoração.

As ocupações, o MP e o Judiciário

Mais um grande relato do Marco Weissheimer no Sul21. É bom que se propaguem (além das posições de estudantes e professores nas ocupações) as informações sobre o que pensam alguns integrantes do Ministério Público e do Judiciário nesses tempos sombrios de exaltação de justiceiros.

www.sul21.com.br/jornal/estudantes-denunciam-ao-mp-federal-acoes-de-integrantes-do-mbl-contra-ocupacoes/