Machismos e mulheres

Um quadro para os que pretendem manifestar alguma homenagem às mulheres amanhã. Antes de levarem chineladas com saudações fofas (e devem levar mesmo), olhem estes dados sobre a participação da mulher na representação política do parlamento federal.
Os índices são de pesquisa do IBGE. Entre 192 países, o Brasil ocupa a 152ª posição em representação em câmaras baixas (o equivalente à Câmara dos Deputados). Vejam quem está frente do Brasil.
Este quadro explica muito do sucesso de um Bolsonaro e de tantos outros direitosos no Brasil.
Já vi pesquisas nacionais mostrarem o Rio Grande do Sul também em posição vexatória no país. Temos aqui um dos piores índices de creches do Brasil, um indicador do machismo e do atraso.
Mas nós bombachudos sabemos tudo da situação da mulher na Arábia Saudita, no Irã, no Paquistão e na Venezuela. Principalmente os da direita. Todo reacionário acha que sabe tudo de mulheres.
Mas a verdade é que a direita bolsonarista teme muito mais o poder das mulheres do que o poder das esquerdas. A extrema direita odeia e teme as mulheres. A direita apenas as tolera.

ESPAÇOS DE RESISTÊNCIA

O golpe abalou o poder da Esquina Democrática e da Redenção, principalmente no entorno do Brique e do Monumento ao Expedicionário, de juntar, agregar e mobilizar gente pela democracia e por causas específicas contra as crueldades da direita, como esta tentativa agora de proibir aborto em caso de estupro.
A energia histórica desses lugares foi consumida aos poucos pelas circunstâncias criadas pelos golpistas. A interrogação que todos fazem é desconfortável: quando a Esquina e o Brique serão ressuscitados como espaços de resistência, enquanto o fascismo avança?
A desglamourização da política, do petismo e do lulismo explicam apenas parte da perda de vigor de quem se mobilizava com certa facilidade nesses lugares.
A rua continua a derrubar poderosos em outras partes do mundo, mas o brasileiro desistiu (pelo menos no momento) de lutar por qualquer coisa, para ver mais adiante o que acontecerá com a destruição das leis trabalhistas, da previdência, do SUS, da educação, do patrimônio do pré-sal. O cansaço coletivo desafia a capacidade de inspiração e de aglutinação de líderes, militantes, políticos, ONGs e partidos.
Que esses lugares voltem logo a ser o que sempre foram. E que se reconheça a bravura das mulheres que foram ontem à Redenção para lutar contra a PEC 181, que criminaliza o aborto mesmo em caso de estupro.

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Quality : HD
Title : Get Out
Director : Jordan Peele.
Writer :
Release : 2017-02-24
Language : English.
Runtime : 103 min.
Genre : Horror, Thriller.

Synopsis :
Get Out is a movie genre Horror, was released in February 24, 2017. Jordan Peele was directed this movie and starring by Daniel Kaluuya. This movie tell story about A young African-American man visits his Caucasian girlfriend’s cursed family estate. He finds out that many of its residents, who are black, have gone missing in the past.

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As mulheres

A bravura de Dilma Rousseff, no interrogatório do Senado, está em boa companhia. O show de hoje, em meio à falação repetitiva dos golpistas (a maioria estranhamente bem comportada), está sendo dado pelas mulheres.

Foram comoventes os depoimentos das senadoras Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, Kátia Abreu, do PMDB de Tocantins, Lídice da Mata, PSB da Bahia, e as petistas Gleisi Hoffmann, do Paraná, Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, Regina Sousa, Piauí, e Ângela Portela, do PT de Roraima.

Ouvi as intervenções de todas. Não conhecia Regina Sousa, que falou há pouco com uma vitalidade impressionante e condenou “o recado do machismo, do patriarcado e do colonialismo ainda arraigado nas mentes do país”.

Dilma comentou o discurso de Regina com uma observação recorrente: tentaram transformá-la numa caricatura de mandona e impositiva, quando o que desejavam mesmo era desqualificá-la como mulher.

A encenação do golpe nos oferece, como compensação, a bravura das mulheres. O golpe se reafirma como um ato machista.