O MUSEU NÃO QUER BOLSONARO

Fico sabendo agora pelo perfil do Francisco Marshall. Não haverá festa para Bolsonaro no Museu de História Natural de Nova York. A direção do museu decidiu hoje: aqui ele não entra.
É um mico para a imagem do Brasil. Para a civilização, é a maior vitória contra o bolsonarismo, porque é uma decisão com repercussão internacional.
Os amigos do homem do ano (credo) da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos terão de procurar outro lugar para a cerimônia do dia 14 maio. Um McDonald’s, quem sabe.
O presidente do McDonald’s no Brasil, Paulo Camargo, deu uma entrevista com tons bolsonaristas para a Monica Bergamo, publicada hoje na Folha.
Há McDonald’s por todo lado em Nova York, ou que façam a festa num encontro das liberdades liberais no Brasil mesmo.

O MUSEU

Não imagino Bolsonaro no fantástico Museu de História Natural de Nova York, para receber a homenagem como Homem do Ano (credo) da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O museu não tem nada diretamente com a homenagem, apenas cede espaços para a festa no dia 14 de maio.
O museu é a expressão do reconhecimento da ciência ao que existe no mundo pela evolução natural de bichos, plantas, homens, mulheres. A ciência é tudo que Bolsonaro e sua turma negam.
Dizem que a direção do museu está reconsiderando a decisão de ceder o espaço, porque ficou sabendo das posições de Bolsonaro contra o meio ambiente e contra a preservação da Amazônia.
Será uma bela atitutude, por coerência com o que o museu representa principalmente para os estudantes.
Não imagino Bolsonaro circulando por aquele museu, onde dá vontade de ficar um dia inteiro.
Mas quem imaginaria que Bolsonaro iria governar e morar num ambiente criado por Oscar Niemeyer?