Por que só agora, Nelson Jobim?

Continua repercutindo a entrevista que o ex-ministro Nelson Jobim concedeu no fim de semana ao Estadão. Jobim ataca os excessos da Lava-Jato e do juiz Sergio Moro, mas acaba repetindo o que até seu Mércio já disse.

Que o juiz usa as prisões preventivas para obter delações, que grampeou Dilma ilegalmente e não foi punido, que fez Lula depor sob condução coercitiva e etc etc.

Jobim critica ainda a performance de um juiz quase sempre preocupado em causar impacto entre a população (o magistrado chegou a emitir nota de exaltação de uma passeata da direita na Avenida Paulista…).

Mas a grande questão é: por que só agora nomes de peso entre os chamados operadores do Direito têm se manifestado contra os exageros do juiz de Curitiba?

Por que esses críticos retardatários ficaram quietos por mais de dois anos, enquanto juristas, professores, juízes, promotores e procuradores destemidos se pronunciavam contra atos devastadores para a imagem do Judiciário, em manifestos e entrevistas que saíam nos cantos de página dos jornais (quando saíam)?

O que está levando tanta gente antes silenciosa e obsequiosa a atacar agora o absoluto Sergio Moro? Mais uma vez, em respeito à inteligência de quem me lê, não vou tentar responder.

 

 

Os candidatos

Nomes que circulam nas altas rodas da sociedade frequentada pela imprensa dita independente como possíveis candidatos numa eleição indireta para presidente em 2017.

Aí estão 10 nomes, mas é claro que podem ser acrescentados muitos outros. O Brasil espera ansioso esta eleição indireta, quando nada será impossível.

Dizem que a Globo vem tentando incluir nas listas o nome do Galvão Bueno. E a Fiesp se queixa de que as listas não incluem o pato amarelo.

E não temos mais a Dercy Gonçalves para gargalhar disso tudo… ou para também ser candidata.

Eis os nomes:

1 – Fernando Henrique Cardoso.

2 – Cármen Lúcia.

3 – Nelson Jobim.

4 – Joaquim Barbosa.

5 – José Serra.

6 – Gilmar Mendes.

7 – Ayres Brito

8 – Roberto Justus.

9 – Luciano Huck.

10 – Ronaldo Nazário (indicado pela CBF).

 

O homem que já vem fardado

Crescem as especulações em torno do nome de Nelson Jobim como possível candidato a presidente numa eleição indireta pelo Congresso, se o homem do Jaburu não resistir.

Mônica Bergamo diz hoje na Folha que Jobim é o preferido dos políticos por causa do bom trânsito em quase todos os partidos. A segunda virtude citada pela jornalista é assustadora: “A capacidade de endurecer caso a situação nas ruas, com a recessão, fique perto de sair do controle”.

Sair do controle? Endurecer como, cara pálida?

Essa qualidade mais ameaçadora deve ser porque Jobim é um civil que já vem com farda (mesmo que os militares de verdade estejam distantes da confusão política).

Era só o que faltava, mais adiante, os manifestantes que já são reprimidos nas ruas sentirem falta do homem do Jaburu.