O encontro

Francisco e Lula conversam sobre um mundo menos desigual e injusto, com menos ódios e fascismos. Enquanto isso, o bolsonarismo ataca os desempregados, os idosos, os gays, as pessoas com deficiência, os servidores públicos, as mulheres, os portadores de HIV, os negros, os índios e as empregadas domésticas.

Afastem de mim esse filme

Um filme, só com diálogos presumidos e edificantes, em que Ratzinger é humanizado (as pessoas e as suas muitas faces), numa história propícia para as fortes emoções de fim do ano?
Ratzinger humanizado? Autoindulgência de cristãos de festa de Natal?
O momento está mais para cristãos revolucionários do que para esses cristianismos de altruístas arrependidos da extrema direita da Igreja.
To fora. Bem fora.
(E que fique claro, se é que precisa: viva Francisco)

O OGRO E O PAPA

Duas das principais chamadas de capa dos jornais brasileiros agora pela manhã:

1. Papa Francisco ataca a extrema direita ao defender a Amazônia: “O fogo devorador se alastra quando se quer fazer triunfar apenas as próprias ideias, formar o próprio grupo e queimar as diferenças para padronizar tudo e todos”.

2. Bolsonaro responde a ciclista que pergunta onde está Queiroz: “Tá com a sua mãe”.

Tem muito católico fervoroso e bolsonarista na missa agora, nesse momento, rezando mais por Bolsonaro do que pelo Papa.