Destemidos

A deputada Maria do Rosário e o deputado Paulo Pimenta enfrentaram os invasores da Embaixada da Venezuela hoje pela manhã. Foi o que fiquei sabendo porque vi.
Num país amortecido e sob controle quase absoluto da extrema direita, a valentia desses dois merece ser exaltada. Me emocionei com o que vi hoje.
O Rio Grande do Sul, tão ultrajado pelo crescimento da extrema direita de bombacha (incluindo a direita fofa e rococó), tem a mais destemida bancada de esquerda da Câmara.

SUPREMO EXPÕE CONLUIO DE DALLAGNOL COM ADVOGADO

O julgamento do processo da prisão em segunda instância pelo Supremo está expondo de novo as muitas suspeitas em torno de Deltan Dallagnol, principalmente seu envolvimento com o advogado da partilha das causas contra a Petrobras nos Estados Unidos.

Numa jogada claramente ensaiada, Gilmar Mendes citou o caso da fundação que Dallagnol pretendia criar, e Dias Toffoli perguntou logo a Alexandre de Moraes sobre as cifras envolvidas no dinheiro que seria devolvido pela Petrobras.

Estava se referindo à indenização aos sócios minoritários, e que iria favorecer, é claro, também um advogado.

Moraes falou em R$ 2,6 bilhões e ainda observou que Dallagnol estava certo de que criaria a fundação bilionária (para combater a corrupção…) com parte da dinheirama.

O próprio Moraes e a então procuradora-geral Raquel Dodge atacaram o projeto do procurador, e a fundação foi abortada por ordem do Supremo.

Mas os sócios minoritários e seus advogados ficaram com outro tanto (algo em torno de R$ 1,3 bilhão). Gilmar Mendes citou então o advogado favorecido e que tem relação suspeita com Deltan. O homem é o já famoso Modesto Carvalhosa.

Os deputados federais Rui Falcão, Paulo Pimenta, Natália Bonavides e Paulo Teixeira, do PT, apresentaram esta semana uma reclamação disciplinar contra o procurador, para que o Conselho Nacional do Ministério Público investigue suas relações com o advogado.

Mendes referiu-se a Carvalhosa como “aquele falso professor da Universidade de São Paulo, que foi reprovado em concurso”.

“Vejam que negociata toda”, disse Mendes sobre os ganhos do advogado com a jogada de Dallagnol nos Estados Unidos.

E o ministro completou: “É preciso alertar aos agentes da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que eles nos ensinem a fazer combate à corrupção sem corromper os agentes de corrupção”, referindo-se ao fato de que a organização estaria preocupada com a “sabotagem” sofrida pela Lava-Jato.

Dallagnol, mais do que Sergio Moro, é o saco de pancadas de hoje no Supremo.

ACOVARDOU-SE

Eduardo Bolsonaro atacou Alexandre Frota, na CPMI das Fake News, mas falou, levantou-se e foi embora. O próximo a falar seria o deputado Paulo Pimenta.
O assador de hambúrgueres percebeu que não deveria ficar, porque sabia que Pimenta iria mostrar quais são as ligações dos Bolsonaros com a máfia do Queiroz.
Eduardo saiu da sala apressado, sendo chamado de moleque mimado e nenenzinho por Frota.
Pimenta afirmou: “Não vou dizer que o deputado teve uma atitude covarde, mas deselegante”.
Os deputados e os que acompanharam as bobagens sabem que Eduardo Bolsonaro se acovardou.

Moro não diz nada

Anotações do depoimento de Sergio Moro na Câmara.

Deputado Paulo Pimenta diante de Sergio Moro, ao acusá-lo de grampear criminosamente a presidente da República:
“O senhor, que gosta tanto dos Estados Unidos, sabe que se tivesse feito isso lá o senhor já estaria preso há muito tempo”.

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Sergio Moro não está respondendo nada. Está discursando para o bolsonarismo.
Paulo Pimenta perguntou se ele conversou com os desembargadores do TRF4. O ex-juiz não respondeu.
Moro joga de novo para a plateia das alienações e das ignorâncias. O ex-juiz ainda pensa que está com a capa do Batman, quando se sabe que nem Robin ele é mais.

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Pergunta do deputado Alessandro Molon. O senhor nega categoricamente a autoria de alguma das frases vazadas do esquema da Lava-Jato?
Sergio Moro não respondeu.
Outra pergunta de Molon ao ex-juiz.
O senhor, que aconselhou a acusação na Lava-Jato, lembra-se de também ter aconselhado alguma vez a defesa?
Moro engambelou e não respondeu.
Sergio Moro é candidato a alguma coisa. Pode até ser candidato a réu. Veremos mais adiante.

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Deputada Maria do Rosário olha para o ex-juiz e afirma:
“Preste atenção ao que eu vou dizer. O senhor vai ver julgado, mais cedo ou mais tarde.”

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O golpe continua. TV Câmara acaba de cortar a transmissão do depoimento de Sergio Moro.
A TV passa a transmitir a proposta do relator da reforma da previdência. A proposta da proposta.
Blindaram Sergio Moro. Canalhas. Mil vezes canalhas. Os milicianos mandam até na Câmara.
Tem transmissão pelo Youtube? Tem, mas quem vê TV pelo Youtube? O que importa para o grande público é a TV.
Cortaram de propósito. E não estou falando de outros meios, falo da transmissão pela TV pela TV. O nome é TV Câmara, Falo da censura da TV Câmara.

A DEMOCRACIA E O JORNALISTA MIMADO

Um jornalista de opinião, destes que têm rádio, jornal e às vezes TV para dizer o que pensa, pode citar até 10 pessoas num dia, quase sempre com observações críticas e muitas vezes duras.

Um jornalista desses que ainda se definem como formadores de opinião podem destruir um político, um jogador de futebol ou um educador com um comentário. E esses formadores são cada vez mais de direita, porque as empresas abandonaram a ideia da pluralidade.

Ontem conversei com o deputado Paulo Pimenta sobre a mídia e a democracia e tratamos de um detalhe que quase sempre reaparece nessas conversas. O jornalista de opinião de direita, que comenta a sobre a vida de uma dezena de pessoas por dia, geralmente se considera inatacável.

Porque o jornalista de direita acha que pode citar todo mundo, do cidadão comum ao Papa, mas ninguém pode citá-lo. Jornalista de direita critica de morador de rua a professor, mas ele nunca pode ser nem ao menos nomeado em qualquer comentário.

Mas não há nenhum foro privilegiado (até a Lei de Imprensa acabou) que possa protegê-lo.

Jornalista de direita é um mimado que se acha atingido na sua liberdade de dizer o que pensa, quando o que ele faz é tentar eliminar qualquer possibilidade de crítica ao seu trabalho.

O jornalista de direita empoderado pelo golpe é uma mala insuportável. Não vou citar nenhum deles, porque os outros ficariam com ciúme.

 

OS JORNAIS A SERVIÇO DE SERGIO MORO

As redações de hoje dos grandes jornais foram mais amordaçadas pelo golpe de 2016 do que as redações que enfrentaram o golpe de 64.
No pós-64, as grandes redações reagiam, principalmente depois de 68. Hoje, a possibilidade de reação de uma maioria progressista de operários do jornalismo é quase nula.
O golpe corroeu a capacidade de resistência dentro das redações, porque os altos comandos das empresas também foram protagonistas da dominação exercida pelos patos e pelo Judiciário.
Em 68, esses altos comandos se rebelaram para defender seu negócio. Hoje, estão conformados com a tarefa que a eles foi entregue.
A função dos jornais, dois anos depois do agosto de 2016, é quase subalterna. Eles se resignaram a fazer assessoria de imprensa para o golpe. Os jornais são assessores de luxo de Sergio Moro.
É o que pretendo abordar no encontro com o deputado e também jornalista Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, nesse encontro de segunda-feira.

O PLANO LULA

Almocei hoje com o deputado Paulo Pimenta, líder da bancada do PT na Câmara. Falamos de Rosário do Sul, do Alegrete e do futebol de Santa Maria. Pimenta assegura que foi um bom jogador, mas não apresentou provas nem testemunhas.
Falamos mesmo da resistência das esquerdas, do fortalecimento do PT e das pessoas que chegaram a acreditar no discurso do golpe e depois se arrependeram.
Pimenta sempre esteve e está ao lado de Lula e teve participação decisiva na caravana que, antes do encarceramento, percorreu o Brasil denunciando a farsa da perseguição judicial.
Fizemos esta foto para os que perguntam se existe algum plano B para a candidatura de Lula. Aí está a resposta.
#LulaLivre

A imagem pode conter: Moisés Mendes e Paulo Lula Pimenta, pessoas sorrindo