UM TRASTE ACOVARDADO

Estão esperando que Sergio Moro comente o assassinato da menina de oito anos por policiais que atiram sem parar por ordem do fascista Wilson Witzel.
Sergio Moro também defende que os policiais atirem, sob qualquer argumento que envolva medo, forte emoção ou surpresa.
O ex-juiz é, sob pressão de Bolsonaro, autor da proposta que anistia sumariamente policiais assassinos, sempre com o argumento que podem matar em legítima defesa.
Que matem porque nunca serão julgados. Por isso não esperem comentários de Sergio Moro. O ex-juiz é um covarde que nem Bolsonaro respeita mais. Nem os generais, nem os filhos de Bolsonaro.
Moro já não comenta há muito tempo nem seu grandioso plano de salvação do cigarro nacional.
É bom que não cometente nada sobre o assassinato de Ágatha Félix com um tiro de fuzil. Se for para dizer apenas que lamenta, que não diga nada, que fique quieto.
Moro é um traste abandonado pelo próprio bolsonarismo.

O MASSACRE LEGALIZADO

A ordem é atirar, porque depois a Justiça dá um jeito. Por isso mataram um músico no Rio. Soldados do Exército dispararam 80 tiros no carro em que ele estava com a família.
Está na proposta do ministro Sergio Moro de atenuar os crimes das polícias. Está no discurso do bolsonarismo. O medo, a surpresa e a violenta emoção são as desculpas do fascismo. Atirem.
Se for negro, atirem 80 vezes com fuzis. Evaldo dos Santos Rosa era negro. Matam negros todos os dias. Negros e pobres. De cada 10 mortos por polícias no Brasil, seis são negros.
E os liberais brasileiros defensores da democracia, da lei e da ordem? Os liberais são os covardes desses tempos tenebrosos. Encolheram-se, esconderam-se, acadelaram-se.
Os liberais dos fóruns das liberdades agora fazem eventos para desfrutar do iluminismo de Olavo de Carvalho.
Revelam a verdadeira vocação para o fundamentalismo da extrema direita. Os liberais se lambuzam sem culpas no bolsonarismo.

A POLÍCIA DE SERGIO MORO

Cruzei esses dias num shopping pelo jurista Amilton Bueno de Carvalho, com quem não consegui conversar porque há sempre alguém de prosa com ele.
Pois vou encaminhar por aqui uma pergunta de leigo curioso e ao mesmo tempo atormentado. Que pode ser respondida por colegas dele e entendidos na área.
Essa é a pergunta: o ministério de Sergio Moro é da Justiça ou da polícia? Se Moro vai caçar quadrilhas de políticos, traficantes e bandidos do que chamam crime organizado e para isso está montando uma megaestrutura policial, o que tem de Justiça nisso aí?
Moro vai controlar a Polícia Federal e o Coaf (que era da Fazenda) e está levando para Brasília gente das suas relações na Lava-Jato, todos ligados à área da investigação e da acusação.
Alguém pode dizer que ele é o cara da Justiça, porque vai perseguir justiça com suas ações. Será? Isso virou justiça?
Quem pode me ajudar?

Denúncia anônima?

A polícia de Paulínia, interior de São Paulo, bateu hoje na casa de Marcos Lula da Silva atrás de drogas. A casa foi invadida (ou teria sido apenas ocupada?) com aval da Justiça, a partir de denúncia anônima.
Parece simples. Um denunciante anônimo teria informado à polícia que a casa do filho de Lula tinha drogas. Marcos nunca esteve sob a suspeita de ser traficante.
Mas a polícia conseguiu autorização da Justiça, invadiu a casa do rapaz para buscas e apreensões e não achou nada.
Pode? Pode. Tanto pode que a próxima casa a ser vasculhada pode ser não a sua, mas a casa de um filho seu. Estão chegando de novo nos filhos. Chegarão aos parentes, aos amigos, e não só aos próximos de Lula. Sabemos como isso começa e sabemos como termina.

A verdade do jornalismo

jornalja

O repórter Matheus Chaparini, do jornal Já, tem a melhor resposta à alegação dos que o prenderam na ocupação da Secretaria da Fazenda, na quarta-feira.
Matheus seria um manifestante, segundo a Polícia e a Brigada, e por isso foi levado para o Presídio Central, de onde onde só foi liberado à noite.
Ele não era um manifestante. Estava ali como jornalista e provou o que disse em um vídeo mostrado hoje pelo Já. Não foi o repórter quem mentiu.
O jornal Já conta em seu site:

“Foram 11 vídeos feitos pelo repórter Matheus Chaparini, do Já enquanto cobria a ocupação, na quarta-feira realizada por estudantes, na Secretaria da Fazenda. A edição de pouco mais de 6 minutos mostra quando a Brigada entrou no prédio e como agiu na retirada dos estudantes.
Durante vários momentos o repórter se identifica como sendo da Imprensa e é ignorado.
1) 3:50 – o repórter diz: “Sou jornalista, não sou policial”.
2) 4:48 -(dá para começar ouvir antes) ele diz: “É o meu trabalho, estou num prédio público cobrindo a pauta”.
3) 6:10 – Representante do conselho tutelar diz: “ele é jornalista vem com a gente”.

Veja o vídeo no site do jornal:

http://www.jornalja.com.br/