Gigantes

Nos encontramos ontem no lançamento do jornal Brasil de Fato. O meu amigo Emílio Pedroso flagrou o momento em que eu fazia o que deveria ser feito: ouvi-los.
Até falei um pouco, mas o que mais fiz foi mesmo ouvi-los. É o que me basta. Ficaria ali ouvindo Olívio Dutra e Raul Pont até mandarem fechar o Memorial Luiz Carlos Prestes.
Eu sei, todos sabemos que Porto Alegre tem muita saudade deles.

A quem interessar possa

Não sei quem pode ter algum interesse em saber em quem vou votar domingo. Mas informo que votarei em Raul Pont. Não preciso fazer uma lista das minhas motivações e das virtudes dele.

Digo apenas que Raul Pont fez um gesto que a política, antes de ser esfolada por justiceiros, sabia reconhecer. Voltou a apresentar-se como uma alternativa de esquerda em meio aos esforços da direita, em todas as frentes, para destruir as instituições e a democracia.

Por essa sua grandeza, pela capacidade de oferecer sua reputação como resposta aos cúmplices do golpe, pela sua história reta, por tudo que já fez e pode vir a fazer por esta Porto Alegre agora tão maltratada, eu voto em Raul Pont.