COM O JUCÁ E COM TUDO

Enquanto se preparam para pegar Lula, arquivaram mais um processo contra Romero Jucá no Supremo. Foi por decisão unânime da segunda turma, que rejeitou denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República.
A PGR de Rodrigo Janot acusara Jucá e o empresário Jorge Gerdau Joahnnpeter, do grupo Gerdau, de corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação fazia parte da Operação Zelotes.
Jucá teria, em 2013, beneficiado o Gerdau ao relatar um projeto que mudava a tributação sobre o lucro de empresas brasileiras fora do país. As vantagens teriam sido pagas por doações eleitorais oficiais. Mas agora o processo foi pra gaveta.
Jucá-com-o-Supremo-e-com-tudo é réu em outra ação e investigado em mais 11 (SIM, ONZE!!!) inquéritos no STF. O senador vai matando no peito um a um e de vez em quando aparece dando entrevistas ao Jornal Nacional. É demais este Jucá.

Jucá é o líder do novo MDB

Tem gente que não se lembra, mas Romero Jucá, o sujeito que verbalizou a ideia geral do golpe com o Supremo e com tudo, ainda é presidente do PMDB.
E na convenção nacional do partido hoje, Jucá foi o encarregado de passar a mensagem de otimismo da turma. E o que disse Jucá? Que o PMDB “é uma nova força política para mover o Brasil”.
Por que uma nova força? Porque vai voltar a se chamar MDB. É triste para antigos militantes pela democracia contra a ditadura. O MDB ressuscita nas mãos de Romero Jucá.
E dizer que falta juiz que processe e mande prender corrupto de direita (Delcídio foi preso em pleno mandato). E ainda falta até tornozeleira no mercado.

As surubas no Jaburu

Romero Jucá juntou as palavras suruba e Jaburu e formou o bloco Ó Nóis da Suruburu. Essas e outras histórias da alegre promiscuidade em Brasília estão no meu texto carnavalesco no Extra Classe.

http://www.extraclasse.org.br/exclusivoweb/2017/02/juca-e-o-bloco-o-nois-da-suruburu/

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Até os corruptos são interinos

Caiu Fabiano Silveira, o ministro da Transparência. Quando caiu Jucá, só os comentaristas políticos sabiam de quem se tratava. Ah, era um grande articulador saído direto de Roraima para os labirintos de Brasília. Ninguém sabia da existência do medíocre Jucá no Brasil, a não ser os jornalistas e o próprios políticos.

Agora, cai Fabiano, pego num grampo pelo grande grampeador da Transpetro. Era tão medíocre que, sem reputação mínima, não conseguiu nem entrar na antiga CGU (onde pretendia continuar trabalhando), barrado por um grupo de funcionários na garagem do prédio. Quando aconteceu algo parecido antes com um ministro?

Fui pesquisar para saber quem teria sido em algum momento da vida pública o famoso Fabiano. No ano passado, ele foi eleito novo ouvidor-chefe do Conselho Nacional de Justiça. E fez um discurso:

“A Ouvidoria permite a interação com a sociedade civil, porque ela recebe as reclamações, as queixas e as ponderações feitas pela sociedade de um modo geral”.

De um modo geral, o tal Fabiano vinha tentando livrar Renan Calheiros da Lava-Jato. Quantos pilantras o Brasil ainda terá de conhecer, por conta do governo interino de Michel Temer. Tão interino que até os corruptos têm apenas interinidade.

Jucá e Fabiano são subchalaças, do quinto escalão das sacanagens de Brasília, ninguém sentirá falta deles. O que o povo quer (o povo sempre está querendo algo) é a queda de um grandão.

Um dia, a Lava-Jato poderia pegar um grandão da direita. Mesmo que diga depois que foi por engano e solte logo em seguida. Chega de Jucás e Fabianos. O Brasil merece que peguem um grandão da direita.