Estrelas

Meu amigo Santiago andou por Itaqui no fim de semana. Perguntei na volta o que ele fez. Se tomou mate no galpão, se andou a cavalo, se comeu costela gorda ou se viu assombração.
O cartunista me respondeu com singeleza: vi um céu de estrelas bárbaro. Porque em Porto Alegre só se vê estrela na TV.
Pronto. Valeu a viagem de 1.300 quilômetros. Me lembrei então de uma crônica do Rubem Braga em que ele lamenta. Pobre Niterói, nem lua tem. Até a lua que se vê de Niterói é a lua do Rio de Janeiro.
Combinamos que no verão vamos a Alegrete olhar estrelas. Não há no mundo um céu mais estrelado do que o do Caverá, até porque o centro do mundo fica bem ali.

Reverências

Na noite da sessão de autógrafos de Todos querem ser Mujica, no Sarau Elétrico, em outubro, no fim da festa eu vi um rapaz (que não sei quem é) beijar a mão de Luis Fernando Verissimo.
O rapaz se aproximou, requisitou a mão do Luis Fernando, meio que dobrou o corpo em reverência, beijou e foi embora.
O Santiago​ e a Olga​ estavam na mesa com o Luis Fernando e a Lúcia e viram a cena. O escritor ficou meio sem jeito, mas eu achei bonito. Até porque pouco antes eu havia dado um beijo na testa dele.
Todos ali, se estivessem tão desinibidos como o rapaz, poderiam ter beijado a mão do nosso gênio.
Mas o Chico Alencar beijar a mão do Aécio, com tanta mão pra ser beijada…