BANDEIRAS

Reencontrei hoje essa foto que fiz em março do ano passado em um acampamento do MST em Charqueadas. Conversamos com os sem-terra na visita de uma turma da Associação Juízes para a Democracia (AJD). Fui a convite de juízes que admiro muito.
Não sei quem é esse senhor, não cheguei a conversar com ele. Sei apenas que essa imagem me toca pela dignidade que transmite.
Um homem de certa idade, numa roda formada por uma maioria de mulheres, agarrado à bandeira da sua luta.
Achei que tivesse perdido essa foto e ela reapareceu agora, quando fiz outras buscas, como uma surpresa do frio.
É como se o pneu no chão fizesse o esboço do pedestal que sua figura-escultura merece.
Me comovem os que têm essa entrega, essa abnegação para carregar bandeiras.

UM MILITANTE PELA TERRA

Conversei hoje com o deputado federal Dionilso Marcon, um dos grandes combatentes pela agricultura familiar, pelos sem-terra e pela defesa do meio ambiente.
Marcon tinha 13 anos quando a Fazenda Annoni foi ocupada pela primeira vez por agricultores sem-terra. Contei a ele que entrei num Fusca, com o fotógrafo Alan Vieira, e passamos um dia, em julho de 1997, em três áreas ocupadas. A Folha da Manhã, jornal da Caldas Júnior, publicou duas páginas (a página central) com a reportagem.
Entre 1981 e 1983, estive várias vezes, como repórter do Cotrijornal, da Cotrijuí, na histórica Encruzilhada Natalino, ocupada pelos sem-terra. Marcon era um jovem de 20 e poucos anos.
Contei essas histórias a um bravo militante pela terra, que briga há décadas pela reforma agrária e pela valorização da pequena propriedade.
Me exibi um pouco, porque Marcon me chamou para saber porque eu quis ser pré-candidato a deputado estadual pelo PT. Eu conhecia sua história e então falei um pouco da minha.
Se aprender com ele um pouquinho da sua luta pela terra e pela agricultura familiar, terá sido meio caminho andado. O próprio Marcon é um assentado da reforma agrária.
Combinamos que vamos nos dedicar ao esforço para eleger Rossetto e formar bancadas fortes no Congresso e aqui no Estado. E que o nosso plano A, nosso plano B e nosso plano C são um só: Lula livre e Lula candidato.

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