A NOVA VERSÃO DO PARASITA

Meu texto no Extra Classe, publicado um dia antes da última besteira do parasita, mas antecipando que mais agressões já eram aguardadas.

https://www.extraclasse.org.br/opiniao/colunistas/2020/02/a-nova-versao-do-parasita/?fbclid=IwAR0d-G3aaiTOlqqcWcr-oVCIDhJ4xQL2fQqjYOsP98PKNzh_SW93SpRNQd8

GUEDES CHAMA SERVIDORES DE PARASITAS

Em evento na FGV no Rio, Paulo Guedes definiu hoje os servidores como “parasitas”. Esta é a frase:
“O hospedeiro está morrendo, o cara (servidor) virou um parasita. O dinheiro não chega no povo e o servidor quer reajuste automático”.
É uma agressão, que deveria finalmente provocar reações de um funcionalismo público federal tão ou mais resignado do que a maioria da população.
Por acaso, escrevi hoje pela manhã sobre a omissão dos servidores públicos que não reagem ao aparelhamento e à destruição do Estado.
O artigo está logo abaixo aqui no meu blog.

Peçam pra sair

Quem é servidor público e vem votando em candidatos da direita, incluindo legisladores, que assuma sua parte nos danos que ajuda a promover. O desmonte dos serviços públicos não se dá apenas com corte de verbas. A destruição se dá também pelas cumplicidades.
As instituições federais (as estaduais já estão se indo) caminham para a extinção nas próximas etapas do golpe. A universidade pública será estrangulada moralmente até não ter mais condições de funcionamento.
O desmonte mira SUS, educação, previdência, Justiça do Trabalho. Mas tem gente de muitas dessas áreas que apoiou o golpe e continua votando na direita. Porque deve ter outras formas de sobrevivência e não está preocupada com os direitos da maioria.
O ataque aos bens públicos e à democracia não é culpa apenas do jaburu, do pato da Fiesp, da classe média das panelas, de Aécio e de Gilmar Mendes. É também de muitos servidores públicos que sustentam os que ameaçam o que os próprios servidores fazem.
Servidor público que conspira contra a sua atividade, apoiando o projeto de destruição do Estado, deveria se transferir para a área privada, de preferência para os negócios dos que exploram os serviços que os governos degradam e abandonam para entregar aos amigos. É uma questão de coerência.
Planos de saúde e previdência, organizações tabajara do ensino superior e exploradores do escravismo podem acolher servidores que, ao invés de defender, ofendem o Estado e as pessoas que os sustentam.