A HORA DE VERA DAISY

Vera Daisy Barcellos será eleita hoje, em chapa única, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul. Vera tem uma trajetória bonita como jornalista e como militante da democracia.
É a hora de contar com seu talento e a sua capacidade de luta, num momento em que o jornalismo ressurge com força contra o fascismo. Vera Daisy vai liderar uma turma de combate na diretoria do sindicato.
Compartilho abaixo o roteiro para a votação, que deve ser feita pela internet até as 18h de hoje.
Informamos que a eleição para a escolha da nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS) irá acontecer pela internet entre a 1h do dia 16 de julho até as 18h do dia 18 de julho de 2019.
1º) Recebimento de senha provisória
Será enviada no dia 8 de julho de 2019 por e-mail e SMS no telefone que consta no cadastro do SINDJORS uma senha provisória individual. Ela deverá ser substituída por uma senha pessoal.
Além da senha, o usuário precisará informar o seu CPF. Para acessar o sistema será necessário digitar CPF e senha definitiva.
Para recuperar a senha, entre no site do sindicato:
www.jornalistas-rs.org.br/
2º) Link do Sistema de votação
A partir do dia 8 de julho estará disponível o link da eleição no site do Sindicato: www.jornalistas-rs.org.br/
3º) Escolha da chapa e da Comissão Estadual de Ética
Após o eleitor votar em uma das opções (chapa/branco ou nulo), irá mudar a tela para a escolha dos integrantes da Comissão Estadual de Ética. Você poderá votar em até cinco nomes dentre os candidatos e as candidatas.
4º) Comprovante de votação
Após realizar as etapas de votação, você poderá optar para receber um comprovante de voto impresso ou por e-mail.
5º) Suporte aos eleitores 0800
A empresa do Sistema Eleja Online disponibilizará suporte aos eleitores pelo 0800 941-3003 durante o período de 8 a 18 de julho, no horário das 9h às 18h.
Observação: é necessário ligar de telefone fixo.

Os falsos indignados

Jornalista fofo é que nem capitalista brasileiro. O capitalista fala mal de países governados pela esquerda, manda que adversários políticos se mudem para Cuba, mas adora o regime comunista da China.

Porque o comunismo da China faz bem aos seus negócios. Tem capitalista brasileiro que importa da China tudo o que “produz”. Só põe a marca no produto. Ninguém vai ver um sujeito que vive da mão-de-obra barata da China falando mal do comunismo chinês.

Jornalista fofo é a mesma coisa. Agora, estão atacando o presidente do Sindicato da categoria no Rio Grande do Sul porque Simas Júnior teria cerceado o direito de um jornalista da Record de fazer uma reportagem no acampamento em Curitiba. Nem vou entrar em detalhes de um caso que está batido nas redes.

Só viu dizer que os mesmos jornalistas que acusam Simas não ergueram a voz quando um colega deles mandou, há uns dois anos, que bandidos executassem um profissional de uma rádio concorrente, porque esse defendia direitos humanos e, por consequência, segundo ele, também a bandidagem.

O sujeito disse ao vivo, em editorial, e afirmou seguir as normas do código de ética da firma. Que matassem o jornalista-radialista e seus filhos.

Vou contar aqui pela primeira vez uma história envolvendo esse caso. Eu integrava a Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas e recebi uma dúzia de pedidos de colegas da empresa do sujeito ameaçador para que o caso fosse investigado. Os colegas dele estavam constrangidos e envergonhados.

Coloquei o assunto em pauta na primeira reunião. Em pouco tempo, apesar da minha posição e da posição do presidente do sindicato, agora acusado, o caso foi arquivado pelo coordenador da Comissão de Ética (que tem autonomia em relação à diretoria). Em protesto, decidi renunciar e abandonei a comissão.

Podem dizer que Simas é líder sindical e que o caso dele é mais grave. Podem dizer, mas não é. Mas o poder do sujeito que estimulou assassinatos é muito maior do que o de Simas. Esse sujeito, o Bolsonaro do rádio gaúcho, diz ter um canhão nas mãos. E pregou a morte como vingança, como dizem que já fez em outras circunstâncias.

Então, não me venham agora com a retórica das liberdades. Tentem desengavetar na Comissão de Ética o processo contra o sujeito que pediu que bandidos matassem um colega e seus familiares. Parem com conversa fiada.