Mujica

Esta é a faixa que 40 integrantes da Confraria da Praça Nova, do Alegrete, levarão a Livramento nesta terça-feira, para o evento em que Pepe Mujica receberá o primeiro título de doutor honoris causa concedido pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa).
Esta turma e o meu amigo Tom Madalena, que estará lá em nome da Editora Diadorim, entregarão ao homenageado meu livro de crônicas Todos Querem Ser Mujica. No Alegrete, poucos não são Mujica.
Há coisas, como esta confraria que ocupou uma praça, que só existem no Alegrete.

Ah, os cínicos

Meu amigo David Coimbra escreveu na coluna de ontem na Zero Hora sobre cabelo grande, filósofos cínicos, Mujica e o meu livro, tudo junto incluído. Meu livro parece que entrou de gaiato.
Alguns conhecidos escreveram ou telefonaram pra dizer que ele esculhambou com todos, inclusive com Platão e o próprio cabelo.
Parece, pelas curvas do texto, que o David estranha minha simpatia pelo Mujica, quando diz que pode haver desilusão quando filósofos e jornalistas se deixam seduzir por políticos – e faz referência direta ao livro.
Eu sou jornalista. Filósofos são os amigos do David, alguns deles amigos também do homem do Jaburu.
Não me incomoda ser criticado pela simpatia que tenho pelo Mujica e outros políticos de esquerda, mesmo que eles estejam em baixa.
Imagina, David, que há jornalistas seduzidos pela força inspiradora de Aécio, Temer, Serra, Geddel, Padilha, Mendoncinha. Alguns já estiveram ao lado do Eduardo Cunha e depois o abandonaram.
Mas eu digo que simpatizo com o Mujica, e a Editora Diadorim até publica meu livro com o título de uma crônica que dediquei ao uruguaio. E os nossos colegas que não cometeriam o atrevimento de dizer quem admiram, mas escrevem livros contra o Lula?
Imagina, David, se eu tomo um porre e escrevo um livro contra o Aécio.
Escreve sobre isso, David. Sobre os que têm pesadelos com a própria lista de políticos que admiram (só não vem com Brizola, Marina, Luciana e outros habeas corpus preventivos).
Ah, os cínicos, mas não os filósofos da Wikipédia…

Viva Luis Fernando

livro

O que posso dizer sobre o encontro de ontem, no Ocidente, no lançamento de Todos Querem Ser Mujica (Editora Diadorim), muita gente já disse.

Um Sarau com meus amigos e leitores, com a Kátia Suman, o Luis Augusto Fischer, o Diego Grando e o Raul Ellwanger já estaria muito bom. E aí aparecem o Luis Fernando e a Lúcia Verissimo. E mais os meus amigos de Rosário, Alegrete, Ijuí, Livramento, Caçapava…

Nem posso tentar citar mais ninguém, porque revi gente que não via há horas. E conheci pessoas com as quais converso há anos pela internet.

Dizem que o próprio autor deve ser o melhor mascate da própria obra. Então, já aviso que dia 10, às 19h, tem lançamento na Feira do Livro.

No mesmo dia 10, antes da sessão de autógrafos, às 17h, participo de um debate sobre crônica e jornalismo com o Carlos André Moreira e o Jorge Furtado, no Centro Cultural Erico Verissimo, na Andradas, 1223.

Claro que estou bem faceiro com o resultado dessa invenção da Denise Nunes e do Flávio Ilha de reunir algumas crônicas em livro, na estreia da Diadorim.

O momento que mais me tocou ontem? Quando Luis Fernando entrou na sala e foi aplaudido com muita vontade.

Obrigado.

Mujica e Raul

MUJICA

Daqui a pouco esse que vos fala se dirige ao Ocidente, para o Sarau Elétrico de lançamento do livro de crônicas Todos querem ser Mujica (Editora Diadorim), ao lado da Katia, do Fischer e do Diego.

Pretendo contar histórias de sessões de autógrafo, o momento de felicidade e de algum pavor para quem escreve.

E ainda tem a participação especial (com direito a canja) do grande Raul Ellwanger.