O fim do Octo

A atrevida Flávia Moraes bem que tentou. Se não deu certo, não deu. Mas arriscou e pode ter deixado algo que talvez sirva como referência ao que virá mais adiante não se sabe quando e onde.
Que tenhamos mais e não menos Flávias Moraes e malucos como o Fernando de Castro.
Mas é claro que tem gente se divertindo com o fim do Octo. Aí estou bem fora, não contem comigo.

O humilhador de trabalhadores

Este é o homem com poder de humilhar caixas de supermercado e de chamar a Polícia Militar para enfrentá-los a qualquer momento.

O sujeito em questão, todos sabem, quer ser prefeito de São Paulo. Há assemelhados em toda parte, inclusive no Rio Grande do Sul.

Este vídeo poderá triturar sua candidatura. Mas e daí? A direita tem outros Russomannos em estoque.

Jorge e Bianca

jorgefurtado

Vou dormir tarde hoje, mas vou dormir bem. Já escolhi o merlot que vou beber vendo a entrevista do Jorge Furtado no Ofício em Cena, da Globo News.
Vale pelo entrevistado e vale sempre pela entrevistadora. Bianca Ramoneda conduz a conversa com sabedoria e delicadeza, sem nunca tentar ser mais importante do que o entrevistado.
É às 23h30min e sempre parece tarde. Mas pra quem já viu jogo da nossa seleção com o Gil na zaga e depois da meia-noite…

O jornalista e o piadista

Juca Kfouri entrou no melhor debate sobre opinião, liberdade de expressão, jornalismo, entretenimento e calhordices do momento no Brasil. E entrou para ficar ao lado do cara que acionou o debate com valentia, o jornalista e comentarista de futebol José Trajano.

A notícia é velha, mas se renova com manifestações como a de Juca, colega de Trajano na ESPN. Um resumo: Trajano se queixou da participação do humorista Danilo Gentili na bancada de um programa da ESPN, exatamente quando o Brasil debatia o estupro coletivo no Rio.

Gentili, o mais aplaudido engraçadinho de direita do país, havia feito uma piada sobre… estupro.

Pode? O humorista reacionário acha que pode. Trajano e Juca acham que não. Eu também acho que não. Gentili é uma das aberrações do dito entretenimento de direita. É o grande ídolo dos tucanos e dos golpistas.

Ah, dirão, mas o seu Gentili está apenas exercendo o direito de opinião. Que exerça e que assuma as consequências. Essas figuras nunca fazem piadas com poderosos, só com índios, negros, pobres e gays.

Gentili é a expressão do Brasil calhorda que prospera a reboque do golpe. É um covarde (que depois negou a piada) à espera de um Trajano. Não é o único. Há outros na volta.