ORÁCULOS SIMPLÓRIOS

Vi a entrevista do juiz Marcelo Bretas a Andréia Sadi na GloboNews. Ele e Sergio Moro passam a mesma impressão de desleixo com as ideias, uma característica que parece impregnada nesse pessoal mais performático do Judiciário.
O que se vê é um sujeito simplório, com reflexões um pouco rasas sobre coisas complexas.
Falta a Moro, a Bretas e ao juiz Witzel, que virou governador, um pensamento que vá um pouco além dessas abordagens medianas sobre a Justiça e sua interferência num mundo cada vez mais sob o controle dessa gente.
Não falta sofisticação, mas um esforço, com algum lastro, para que se diferenciem de falas básicas sobre o que fazem.
Eles podem até ser bons como magistrados, mas dão a entender que pensam como o tiozinho falante desses tempos bolsonaristas.
São ruins de pensamento esses juízes transformados em justiceiross e oráculos da direita.

GABIGOL NOS CONFUNDE

GABIGOL NOS CONFUNDE
A cena em que Witzel é esnobado por GabiGol, ao se ajoelhar diante do atacante (e simular que vai engraxar sua chuteira, como fazem os jogadores) significa o quê?
1) Que ele não quer aproximação com um sujeito da extrema direita.
2) Que o craque o esnobou porque Witzel é ex-bolsonarista e crítico de Bolsonaro.
3) Que GabiGol é um militante de esquerda ainda no armário.
4) Que ele nem sabe quem é Witzel.
5) Que o jogador é apenas e tão somente um marrento.
(O vídeo está na área de comentários)

UMA CIDADE SOB CONTROLE DOS FASCISTAS

Uma cidade que se cala, como o Rio se calou, diante do assassinato de uma criança por milícias do próprio Estado que deveria protegê-la, é uma cidade que não pode exigir o respeito de ninguém.
Se não reagir amanhã, se continuar alienado, se permanecer indiferente à matança de pobres, negros e crianças, o carioca estará dizendo que aceita a barbárie de Witzel porque não tem forças para enfrentá-lo.
O carioca elegeu um pastor pilantra como prefeito e um juiz justiceiro como governador e construiu a carreira de uma família orientadora e inspiradora de tudo o que esses dois têm de pior.
O Rio incapaz de reagir ao extermínio ordenado pelo governo não precisa dizer que está indignado com o assassinato de Ágatha. Indignação é a palavra mais gasta e imprestável do Brasil do bolsonarismo.
O carioca deveria reagir, parar a cidade e derrubar pela força das ruas o governador criminoso que o massacra com tiros de fuzil. Mas o carioca dorme quieto, sabendo que amanhã os milicianos de Witzel voltarão a matar os pobres.
Se a polícia não matar um rico na Barra ou em Ipanema, a classe média continuará dormindo sem culpas.
O Rio é hoje a cara do Brasil dividido, quebrado, sem emprego, sem direitos, sem perspectivas, mas bovinamente submetido ao controle absoluto do fascismo bolsonarista.

Plágio

O repórter Matheus Magenta, da BBC, descobriu o mais novo plagiador da praça, o governador da metralhadora Wilson Witzel.
O texto da tese de mestrado do juiz amigo de Sergio Moro tem 63 parágrafos copiados de trabalhos de seis autores, incluindo um artigo inteiro e a íntegra de um capítulo de outro texto.
A tese é sobre Medida Cautelar Fiscal, que trata de alguma coisa que ninguém vai ler. Mas o repórter leu, para desmascarar o justiceiro carioca.

HARVARD E A DIREITA CHINELONA

O governador do Rio mentiu ao publicar em seu currículo que fez doutorado em Harvard. O Globo descobriu que Wilson Witzel está se exibindo. Ele nunca chegou perto de Harvard.
Witzel é juiz federal. O que ele faz (ou fazia) só tem sentido se tiver como base a verdade. O juramento da verdade antecede a decisão de um magistrado. É mais do que liturgia, é da essência da Justiça.
E Witzel mentiu para tentar ser o que não é. Se fosse réu, poderia estar ralado, mesmo que muitas verdades no Brasil, dependendo do juiz, estejam mais próximas da mentira.
O fetiche de Harvard faz com que essa direita metida a culta e grã-fina fique ainda mais chinelona.
Só falta o Queiroz reaparecer dizendo que multiplica a dinheirama dos assessores de Flavio Bolsonaro porque fez doutorado sanduíche em finanças em Harvard.