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O final será uma guerra entre facções da direita, com a esquerda na arquibancada. Monica Bergamo avisa hoje na Folha o que vem aí.
“A virulência dos ataques de Jair Bolsonaro ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, reforçou a desconfiança generalizada de autoridades sobre a postura agressiva do presidente e de sua família.
Há entre autoridades a convicção de que algo grave, e que ainda não é público, ocorre e já é do conhecimento dos Bolsonaros, tamanha é a inquietação entre eles.
Os ataques são feitos em público e também em conversas privadas com autoridades.
Bolsonaro insiste na tese de que Witzel usa a máquina investigativa do Rio para tentar envolver sua família em escândalos”.
Por isso os Bolsonaros andam tão desorientados nos últimos dias. Vem coisa grande.

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A imprensa subjugada

O assassinato de Ágatha não é manchete de nenhum dos jornais da grande imprensa. Nenhum.
Nem dos jornais do Rio. Nem do Globo. Nem mesmo do Extra e do Dia, considerados populares e mais próximos dos moradores dos morros e das comunidades pobres.
A imprensa tem apenas brigas particulares com o fascismo, porque se desentendeu com Bolsonaro, com Crivella e com Witzel no meio do caminho.
Porque as empresas têm conflitos de interesse com as igrejas e com a estrutura política e econômica da extrema direita.
Mas os jornais são covardes. Nada é mais revelador do caráter do jornalismo do que a indiferença com o assassinato de uma criança de oito anos pela polícia que hoje vai matar mais negros e pobres.
O assassinato de Ágatha deveria marcar a grande reação contra a barbárie. mas tem uma abordagem burocrática e preguiçosa pelos jornais.
O assassinato de Ágatha só é manchete nos sites e nos blogs ditos alternativos.
O bolsonarismo acovardou e subjugou o jornalismo das grandes corporações.

O cara da metralhadora

O famoso Bar Luiz, no centro do Rio, pode fechar no sábado porque tem dívidas e perdeu clientela. Mas ainda tentam salvá-lo.
Gente de todas as áreas se mobiliza pra chamar a atenção para a situação do bar e adiar o fechamento. E aí o governador do Rio avisa que vai aparecer lá e tomar uns chopis.
Agora, pensa bem. Tu tá lá com a tua turma e aparece Witzel, o cara da metralhadora, pra fazer marketing.
O bolsonarista chega e começa a confraternizar com todo mundo, como se fosse parte do lugar, com aquele jeitão folgado de amigo de miliciano. Não dá.
Coitados dos que tentam salvar o Bar Luiz.

OS NAPOLEÕES DO BOLSONARISMO

O escritor Cristovão Tezza aderiu aos que acham que os bolsonaristas “têm sérios problemas sexuais e não sabem o que fazer com eles”.
Mas a coisa é ainda mais complicada. O governador do Rio, Wilson Witzel, mandou fazer uma faixa de governador e tomou posse com a faixa.
Nas reuniões com o secretariado, o homem já apareceu usando a faixa.
Witzel é da turma de Sergio Moro, é ex-juiz federal. Imagino a vergonha de juízes federais que não se alinham com esse pessoal.
Sergio Moro só não usa o adereço porque não inventaram faixa de ministro da Polícia. Mas pode mandar fazer. Ele já faz aquele aceno com dois dedos, como se fosse uma figura bíblica abençoando o rebanho.
Pena que não tenha conseguido trazer Cesare Battisti para o teatro que seria armado no Brasil com o italiano algemado.
O bolsonarismo napoleônico ainda é uma obra aberta.