O cara da metralhadora

O famoso Bar Luiz, no centro do Rio, pode fechar no sábado porque tem dívidas e perdeu clientela. Mas ainda tentam salvá-lo.
Gente de todas as áreas se mobiliza pra chamar a atenção para a situação do bar e adiar o fechamento. E aí o governador do Rio avisa que vai aparecer lá e tomar uns chopis.
Agora, pensa bem. Tu tá lá com a tua turma e aparece Witzel, o cara da metralhadora, pra fazer marketing.
O bolsonarista chega e começa a confraternizar com todo mundo, como se fosse parte do lugar, com aquele jeitão folgado de amigo de miliciano. Não dá.
Coitados dos que tentam salvar o Bar Luiz.

OS NAPOLEÕES DO BOLSONARISMO

O escritor Cristovão Tezza aderiu aos que acham que os bolsonaristas “têm sérios problemas sexuais e não sabem o que fazer com eles”.
Mas a coisa é ainda mais complicada. O governador do Rio, Wilson Witzel, mandou fazer uma faixa de governador e tomou posse com a faixa.
Nas reuniões com o secretariado, o homem já apareceu usando a faixa.
Witzel é da turma de Sergio Moro, é ex-juiz federal. Imagino a vergonha de juízes federais que não se alinham com esse pessoal.
Sergio Moro só não usa o adereço porque não inventaram faixa de ministro da Polícia. Mas pode mandar fazer. Ele já faz aquele aceno com dois dedos, como se fosse uma figura bíblica abençoando o rebanho.
Pena que não tenha conseguido trazer Cesare Battisti para o teatro que seria armado no Brasil com o italiano algemado.
O bolsonarismo napoleônico ainda é uma obra aberta.