TEIXEIRA E OS FOFOS

Gostei do debate sobre a declaração de Renato Teixeira, o autor da Romaria, sobre as posturas dele e de Chico Buarque. Ele pode fazer jingle para Aécio, mas Chico não pode defender Dilma e Lula.
Renato Teixeira tem a síndrome do jornalista fofo. Jornalista fofo pode dizer tudo. Mas ninguém pode dizer que eles estão confusos ou até mesmo errados.
Se for contrariado, o jornalista fofo sai em defesa da liberdade de expressão. Porque qualquer crítica seria uma forma de patrulhamento.
Para o jornalista fofo, suas abordagens são absolutas, inquestionáveis. Assim como Renato Teixeira, o jornalista fofo acha que pode defender Aécio (agora, não defendem mais, porque está na sarjeta). Mas ninguém pode defender Lula.
O jornalista fofo, em sua última versão, é uma invenção do golpe. Está acima do bem e do mal e se acha empoderado por algum foro privilegiado. O jornalista fofo que aderiu ao golpe e agora tenta se livrar da parceria é um pato arrependido.
Sobrou para o jornalista fofo bater em Dilma e Lula e no PT. Ele não tem quem defender.
O jornalista fofo vai acabar caindo no colo do Bolsonaro. Um dia o jornalista fofo chegará em casa e anunciará para a família: não aguento mais, me liberei, vou de Bolsonaro.
(Uma observação, por mais óbvia que seja. Jornalistas fofos são jornalistas fofos. Eles não são tantos. A grande maioria dos jornalistas é progressista. Trabalhei por 47 anos em redações e sei disso. Então, não se ofendam os que não forem fofos. Nem tentem defender os fofos, porque eles já têm muitas defesas.)

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