UM FALSO DILEMA

Um amigo me perguntou hoje como eu lido com o desafio de tentar conquistar a atenção e os corações das pessoas como pré-candidato a deputado estadual pelo PT e continuar escrevendo o que sempre escrevi.
Eu disse a ele que não existe um Moisés Mendes jornalista que escreve e um Moisés pré-candidato, cheio de dedos, cuidados e sutilezas para não ferir possíveis simpatias e engajamentos.
Não existem jornalistas neutros e eu não criei um personagem para me engajar a um partido e a um projeto político. Eu sou o que sempre fui. Não farei concessões que estejam em desacordo com o que penso. Esse dilema não existe.
Foi assim que eu sempre me entendi com todos vocês que me leem. Não haverá uma persona do Moisés pré-candidato, ou eu estaria reproduzindo o que condenamos na política.
O que vocês leem aqui continuará tendo coerência com o que sempre escrevi, inclusive com humor, às vezes com ironia, mas sempre com o objetivo de expressar o que desejo dizer da forma mais clara possível.
Posso e vou errar muito, posso até cair em contradição em relação a algumas questões, vou me envolver em controvérsias, mas quero me manter coerente com a essência do que penso, digo e faço. Não tem como mudar a forma e o conteúdo da minha escrita.
Serei sempre um cara imperfeito (porque só a direita se acha perfeita). Mas não serei outro só para agradar. Serei o que sabem que sempre fui e espero continuar sendo.

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