Wander Wildner diz o que aconteceu

Compartilho o texto que o roqueiro Wander Wildner publicou há pouco em seu perfil no Face Book sobre o já famoso episódio no bar de São Paulo. Aí está:

“Eu gostaria aqui de me manifestar sobre a bola de neve que se formou em cima de uma opinião postada na rede social por um dono de bar onde me apresentei sábado (na opinião dele eu tinha sido racista e machista). Ele postou isso domingo, eu li e fiz um post dizendo que o que tinha acontecido tinha sido um mal entendido, até porque não sou racista nem machista. Ele retirou o post no domingo mesmo, mas na rede continuou a discussão. Não imaginei que um mal entendido tomasse tamanha proporção, até porque ele retirou o post da rede. Pensei que ele tinha se tocado da besteira que fez e fiquei tranquilo. Mas como na rede a história tomou uma proporção maior tenho que explicar o que aconteceu. O som do lugar estava péssimo e fiquei varias vezes no começo do show tendo que parar e arrumar. Acho quase que certamente que o dono do bar não gostou das minhas reclamações. Meus shows solos são repletos de textos, histórias engraçadas e comentários entre as músicas. No final da música “Eu queria morar em Beverly Hills” eu termino sempre pedindo uma bebida para a Daryl Hannah (personagem da música), e nesse dia eu disse para a personagem da música “Traga-me una IPA, sua vadia”, fazendo uma alusão ao fato de Daryl estar namorando o Neil Young, o que levou ao fim um casamento de muitos anos dele com Pegi Young e como fan isso me tocou. Talvez quase que certamente eu não devesse tratar ela como vadia, sorry Darryl. E aqui estendendo as minhas sinceras desculpas a todas as mulheres. Seguindo a história, em outro momento do show antes da música “Mares de cerveja” eu costumo pedir uma cerveja para brindar com o público. Nesse bar trabalha um amigo e parceiro meu, que é negro, e eu fiz uma cena, olhando pro dono do bar dizendo – aquele teu funcionário negro está aí? Daí olhei para o público e disse – eu chamo ele de negro e ele me chama de alemão, e não temos problema nenhum com isso. Ok, talvez quase que certamente não devesse ter feito esse texto, sinto muito.
No final do show olhei para o dono do bar e disse – já que nenhuma vadia me trouxe uma cerveja vou cantar a última música. Daí ele desligou o som, o show acabou e eu fui embora. Talvez com certeza não devesse me referir ao dono do bar como vadia, mas minha maior chateação na verdade desde o começo era com ele. O Tribunal do facebook de Tom Zé acabará de me julgar… Minha decisão de não falar textos entre as músicas está tomada, porque podem haver mal entendidos, o que não é nada legal. Reforço pedido de desculpas pelo ocorrido”.
Wander também compartilha o texto do jornalista Mauro Garcia Dahmer, que eu já publiquei antes aqui.

 

4 thoughts on “Wander Wildner diz o que aconteceu

  1. Nem gosto do Wander Wildner musicalmente. Não consigo entender a idolatria de alguns por ele. Mas independentemente disso, acho que temos que aprender a usar redes sociais e parar com esses exageros retóricos, com essas condenações sumárias. Isso soa hipócrita, porque quase todo mundo comete, mesmo de forma imperceptível, pelo condicionamento social que recebemos, algum tipo de racismo ou machismo. É óbvio, existem casos e casos. Um caso bastante evidente de xenofobia foi o da vereadora de Farroupilha. Ali tem um discurso formal xenofóbico, claramente com a intenção de ferir mesmo. No caso do Wildner não consegui ver assim. O cara errou, claro, e nem tudo que um punk fala deve ser aplaudido porque o cara é um punk e pode falar o que quiser. Mas acho que foi mais sem-noçãozisse mesmo do que racismo e machismo exacerbados.

  2. O Fascismo cultural fez mais uma vítma. Essa é a geração do mimimi, formada nas escolas de lula+Dilma.
    Um grande artista que se condenou ao ostracismo, pois não mais falará! viva a democracia do facebook!

  3. Professores, esse é o fruto de sua educação: uma geração que não dá a mínima para as ações ou a obra da pessoa. Apenas espera para condenar na primeira gaguejada.

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