10 NOMES PARA O LUGAR DE PAULO GUEDES

Se Paulo Guedes for embora, a casa cai. É o que andam espalhando, há muito tempo, mas não cai nada. A casa apenas vai continuar torta e destelhada.

Os amigos de Guedes na imprensa espalham o terror, mas sabem que há pelo menos uma dúzia de assemelhados prontos para fazer o mesmo serviço e talvez com menos estresse.

É só Bolsonaro acolher o substituto com a promessa de autonomia, mesmo que seja de novo uma farsa, e tudo estará encaminhado.

Não há ministros da Fazenda insubstituíveis. Nunca houve. Bulhões não era insubstituível. Nem Roberto Campos. Nem Delfim Netto, nem Simonsen.

Mas poucas vezes houve um ministro da Fazenda tão atrevido, não em suas ações, mas no que fala.

Paulo Guedes deve ter sido o único civil a dizer o que disse a um general com o status de Braga Netto, ministro da Casa Civil e tutor de Bolsonaro.

Foi na famosa reunião do dia 22 de abril, aquela dos vagabundos do Supremo, da boiada e das hemorroidas, quando Guedes ouviu Braga Netto apresentar o seu programa Pró-Brasil, como se fosse um Plano Marshall do bolsonarismo, e disparou:

– Não chamem de Plano Marshall porque revela um despreparo enorme.

Guedes não denunciava um simples despreparo. Mas um despreparo enorme. E a partir dali o plano foi jogado numa gaveta, para lá ficar tentando pular fora. Mas agora finalmente pula, com Guedes querendo ou não.

Guedes vai ter que engolir o Plano Marshall dos generais, que traz o Estado para o protagonismo no esforço pela retomada do desenvolvimento, mesmo que num plano meia-sola, ou vai embora.

Bolsonaro assustou Guedes porque quer gastar, que criar o programa de renda mínima para virar o Lula da direita, quer comprar meio Congresso.

Ontem, o sujeito recebeu Guedes e amigos do Congresso e baixou a bola, disse que vai respeitar o teto de gatos e assumir compromissos com a responsabilidade fiscal.

Mas Guedes pode estar cansado (a cara diz que está) e talvez caia fora. Bolsonaro vai então à esquina e pega quem estiver passando, para que sirva de arrimo do governo e transmita confiança ao mercado.

Não é fácil, claro que não é, porque os desatinos do homem podem assustar e acabar com a reputação de muita gente boa.

Mas a missão de assumir a Fazenda é sempre tentadora. Se não fosse, Joaquim Levy não teria sido ministro de Dilma. Deve ter muito economista neoliberal querendo domar Bolsonaro.

Abaixo, nomes que foram jogados para cima e 10 deles caíram nessa página, fora de ordem, para que Bolsonaro faça sondagens.

São sugestões aparentemente óbvias, mas esse é o momento das obviedades. Alguns aparecem aí como provocação. Mas pelo menos três deles aceitariam, com certeza.

Murilo Portugal – ex-secretário do Tesouro e ex-presidente da Febraban

Alexandre Schwartsman – ex-diretor do Banco Central

Mailson da Nóbrega – ex-ministro da Fazenda

Elena Landau – coordenadora das privatizações do governo FH

Armínio Fraga – ex-presidente do Banco Central

Manuel Pires – professor da FGV

Paulo Rabello de Castro – ex-presidente do BNDES.

Roberto Campos Neto – presidente do Banco Central

Monica De Bolle – ex-diretora do FMI, pesquisadora do Peterson Institute

Paulo Skaf – presidente da FIESP

One thought on “10 NOMES PARA O LUGAR DE PAULO GUEDES

  1. “Em termos de pandemia, estamos indo bem. A economia está se recuperando”. Falas do presidente ao LADO dos presidentes da câmara e do senado.
    Loucos somos nós?!!!
    Será que a desgraça é pouca? Como diz a música do Raul ELWANGER…

    https://youtu.be/PiEBQmf_-QM

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