A ajudadora que incomoda as mulheres da esquerda

Michelle foi visitar o marido nessa quinta-feira com uma Bíblia na mão. Desceu do carro com a cena preparada: a Bíblia deveria estar exposta para as fotos. Uma mulher religiosa visita o marido encarcerado.

Mas é mais do que isso. Michelle desafiou esse marido e os três enteados ao dizer que não aceitava a posição deles sobre o acordo do PL do Ceará com Ciro Gomes.

Há um certo desconforto nas esquerdas, e isso aparece nas redes sociais, com o fato de que Michelle decidiu enfrentar o núcleo familiar a que originalmente ela não pertence, incluindo o chefe de uma organização criminosa. Perguntam: por que destacar tanto a briga dela com os Bolsonaros?

Esse é o incômodo para as esquerdas: Michelle agiu politicamente e fez o que poucas mulheres esquerdistas fariam. Uma mulher afronta quatro machos com poder de mando, desafia o QG familiar, o partido e as estruturas de toda a extrema direita.

Não é pouca coisa, até porque ela venceu e o acordo do Ceará foi suspenso. Por isso, Michelle assume protagonismo no fascismo brasileiro. A santinha que prega moralismo, fé e dedicação absoluta à família e, ao mesmo tempo, faz piadas sobre o fato de que o marido seria imbrochável.

Essa mulher, que fala para evangélicas e católicas e vem testando suas forças, é hoje uma ameaça maior do que o vacilão Tarcísio de Freitas, o bebedor de Coca-Cola que não fez o que Michelle está fazendo.

A mulher do lar, que prega a submissão saudável ao dono da casa, que se declara a todo momento uma ajudadora de Bolsonaro, é agora a mesma que enfrenta os três enteados e os deixa atordoados sem saber direito o que fazer.

Mas tudo tem limite, inclusive na extrema direita. E o limite de Michelle é estabelecido pela sua dependência de Bolsonaro e dos filhos dele, das estruturas do PL e do machismo que aparentemente, mas só aparentemente, ela combate.

Michelle é hoje a maior estrategista da política brasileira. Só perde para Lula. A próxima pesquisa do Datafolha sobre a eleição de 2026 pode assustar.

A santinha descobriu o ponto certo do marketing da ajudadora que agora pede ajudantes para que possa substituir o marido preso, apesar da cara feia dos filhos dele.

3 thoughts on “A ajudadora que incomoda as mulheres da esquerda

  1. O Moisés Mendes, mostrando e demonstrando todo o seu ANALFABETISMO em matéria de religião, como bom ateu comunista que é, chama a Michelle Bolsonaro pejorativamente de “santinha”. Michelle é evangélica, e os evangélicos não cultuam os santos, nem mesmo a Santa Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo. E isso Sem contar o nítido e indisfarçável preconceito e intolerância religiosa que sempre destilou contra os evangélicos. Só pra constar: eu sou cristão católico.

  2. E você, Nandinho, faz uso da costumeira arrogância ao afirmar que se trata de ‘analfabetismo’ sobre religião a referência do blogueiro às últimas jogadas de Micheque. Sério que você acredita mesmo que o Moisés desconhece o fato de que os evangélicos não cultuam a ‘Santa Virgem Maria’ e outros ‘santos’ e ‘santas’ e nem adoram ou reverenciam imagens, embora façam coisas bem piores como a veneração de falsos pastores, do deus dinheiro e até um certo ‘mito’? E que ao chamar Micheque de ‘santinha’ o blogueiro estava sendo desrespeitoso, preconceituoso e intolerante com essa persona sabidamente vigarista, manipuladora e dissimulada?

    Não, Nandinho, ao contrário desse teu comentário carregado de hipocrisia para prontamente sair em socorro de outra figura hipócrita, Moisés, em seu texto, até reconhece a grande habilidade política e de estrategista dessa mulher que há duas décadas orbita e opera nas sombras do poder e que hoje, mais madura e descolada, sempre fazendo uso da religião e do apoio de profissionais da política, mostra como soube costurar e construir um capital político próprio e que agora já pode botar as mangas de fora (a foto de manguinhas arregaçadas é bem ilustrativa) e, se preciso for para alcançar seus objetivos, livrar-se do peso morto que se tornou o ‘marido’ golpista e genocida.

    Quanto a você, Nandinho, assim como a apostasia dos evangélicos em relação à Igreja Católica Apostólica Romana, está mais para apóstata do que para apostólico, pois se Jesus, o filho da ‘Imaculada e Santa Virgem’, é amor puro, qualquer fascista como você renega todo legado do ‘Filho de Deus ‘.

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