A camiseta da Seleção e a bandeira que ganhou todas as cores
Uma história de cores, para continuar com a controvérsia das reações de bolsonaristas e de puristas, incluindo os da esquerda, à especulada nova camiseta vermelha da Seleção.
O advogado Adeli Sell conta em ‘Memórias do PT gaúcho’ (Editora Documenta), de 2021, como os petistas de Porto Alegre foram acolhendo, a partir dos anos 90, bandeiras de outras cores, depois da clássica vermelha.
Primeiro, inventaram uma bandeira vermelha com a estrela amarela no lugar da branca, ideia do escritor Airton Ortiz. Essa bandeira com estrela amarela é bem gaúcha, porque no resto do país a estrela continuou branca.
Depois, vieram as bandeiras azuis (por causa dos gremistas, que queriam uma versão conectada com o futebol), as verdes (dos ecologistas), as roxas (das mulheres) e as brancas. E a bandeira LGBTQIA+, com o arco-iris.
A onda do PT bem colorido saiu aqui de Porto Alegre e, como diz Olívio Dutra, espraiou-se pelo Brasil. Só não experimenta outras cores quem vê o mundo em preto e branco, com 1001 tons de cinza.
______________________________________________________________________________________________________________
MAU HUMOR
O Brasil se diverte com a história da camiseta vermelha da Seleção. Mas parte da esquerda emburrada tenta sabotar a brincadeira.
Vai sendo provado nesses casos que um dos mais sérios problemas das esquerdas no Brasil é a incapacidade de relaxar e de rir, inclusive de si mesma.
O Brasil virou o país em que até a piada é explicada, porque tudo hoje tem tutorial. Inclusive para algumas esquerdas.
A camiseta vermelha é a nossa chance de esculhambar com a camiseta amarela dos manés, que passou a ser desimportante até para o seu criador, o escritor Aldyr Garcia Schlee.
Pouco antes de morrer, ele disse que esse era um assunto vencido, que estava enfarado de responder sempre as mesmas perguntas. Sabia que a camiseta havia sido sequestrada e nunca mais seria devolvida pela extrema direita.
Por isso, em respeito à memória de Schlee, fiquem de fora da brincadeira, mas não tentem sabotar o humor dos outros.
______________________________________________________________________________________________________________
SEM VOLTA
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desmentiu no fim da terça-feira que esteja pensando em um uniforme vermelho para a Seleção para a Copa do Mundo de 2026. Mas agora não tem volta. Os camelôs venderão essa camiseta, com ou sem confirmação da CBF, e esse será o novo uniforme das esquerdas.

Que coisa feia, Moisés, vc passando pano para a pirataria. Camelô que for flagrado vendendo produtos PIRATAS pode ser preso pela prática de crime contra a propriedade intelectual, crime contra a ordem tributária e crime contra a economia popular. Quem quiser se arriscar, se arrisque. Inclusive de provocar PANCADARIA nas ruas. Quero ver o tal de SENSO DE HUMOR à primeira morte de um torcedor por causa de camisa da CBF. Já não chegam as mortes por causa de camisas de CLUBES. Agora vem a MORTE por causa de camisa da seleção brasileira. Estão querendo apagar incêndio com gasolina. Nem parece que o Brasil é um dis CINCO países mais VIOLENTOS do mundo, né ? Tem gente achando que Somos uma ISLÂNDIA em matéria de criminalidade.
Cada jogador poderia usar uma camiseta de cor diferente, para agradar a todos. Um de vermelho para não melindrar o PT; a camiseta clássica para agradar os patriotários; uma com as cores do arco-íris para respeitar a comunidade LGBTQIA+; uma com as cores da seleção da Nigéria ou do Congo, representando a diáspora negra; uma com as cores azul e branca, para não parecer que somos antissemitas (mas com o calção com as cores da bandeira palestina, caso contrário ia parecer que somos genocidas); uma camiseta manchada de batom para lutar pela anistia ao 8 de janeiro; uma camiseta de seda preta como se fosse uma capa dos heróis do STF; uma camiseta da Louis Vouitton de 70 mil reais para homenagear nossa queria e chic primeira-dama; enfim, seriam 22 cores diferentes para mostrar nossa diversidade, empoderando todas as comunidades, minorias, maiorias e tudo o que necessite de empoderamento e representatividade.
Essa discussão é necessária.
Esquecemos do plástico incolor transparente, do alumínio, como aquele usado nos chapéus usados pelo gado, de terras raras etc.