A carta

Da carta aberta que o procurador (e ex-ministro da Justiça) Eugênio Aragão enviou ontem ao seu colega Deltan Dallagnol, o homem da rosácea das bolinhas azuis do powerpoint da Lava-Jato:

“Vocês não têm capacidade de ver o quanto seu corporativismo é parte dessa corrupção, porque funciona sob a mesma gramática do patrimonialismo: vocês querem um naco do estado só para chamar de seu. Ninguém os controla de verdade e vocês acham que não devem satisfação a ninguém. E tudo isso lhes propicia um ganho material incrível, a capacidade de estarem no topo da cadeia alimentar do serviço público. Vamos falar de nós, os procuradores da República, antes de querer olhar para a cauda alheia”.

A questão é esta: o procurador do powerpoint é fraco demais e não nos oferece a chance de um bom debate com alguém do porte de Eugênio Aragão.

Falta na Lava-Jato um interlocutor à altura de Aragão. O juiz Sergio Moro, com seus argumentos estudantis, consegue ser pior do que Dallagnol.

Pobre Aragão. Até o debate no Brasil foi golpeado.

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