A cidade que não aceita forasteiros pobres sem lenço e sem documento

Mais uma pauta para o jornalismo. O prefeito de Florianópolis, Topazio Neto, instalou um posto na rodoviária para abordar quem chega.

Funcionários da prefeitura chamam para uma entrevista os ‘suspeitos’ de que desceram do ônibus sem lenço e sem documento e sem parentes e emprego.

Se o forasteiro der a entender que não tem para onde ir, oferecem passagem de volta. Claro que abordam pobres. É crime, mas parece que o Ministério Público ainda não impediu a barreira do bolsonarismo trumpista.

A pauta é essa. Descer na rodoviária de Florianópolis e viver a experiência de ser abordado, entrevistado, discriminado e mandado embora, como um deportado dentro do próprio país.

Mas é preciso experimentar o preconceito não como repórter, mas como ‘forasteiro’. É fácil. Se eu ainda estivesse na ativa de repórter de campo, estaria como imigrante amanhã em Florianópolis.

(Vejam o vídeo em que o prefeito confessa a deportação de quem não tem emprego e alerta que quem desembarca em Floripa deve respeitar as regras e a cultura da cidade.)

https://www.instagram.com/reel/DQrk1TSgJkl/

One thought on “A cidade que não aceita forasteiros pobres sem lenço e sem documento

  1. Santa Catarina está uma cloaca, mas este conceito higienista foi testado na porto do chapéu, com a multa para os catadores de latinhas e a burocracia para quem serve refeições aos desamparados. Recuaram, por enquanto, porque houve reação.

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