A ‘EMBAIXADORA’ DE GUAIDÓ E O BRIOCHE


A Folha me deve um brioche com goiabada. Li essa chamada de capa do jornal na internet, hoje à tarde, e quase me engasguei com um brioche, que tive de cuspir fora. Tive um acesso de riso incontrolável.

Embaixadora de Guaidó? Que história é essa? Uma pessoa é proprietária de uma embaixadora em Brasília? É uma coisa maluca, não pelo fato de ser golpista, mas pelo simples fato de que alguém não pode ter uma embaixada.

Nem Eduardo Bolsonaro pode ter uma embaixada só dele no Texas, uma embaixada de pessoa física, mesmo com todo o poder que tem.

Um sujeito não pode ter uma representação diplomática, nem aqui nem na China que Bolsonaro quer namorar.

Pois joguei fora o brioche e fui ler a matéria, que começa assim:

“A embaixadora Maria Teresa Belandria, que representa o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, disse à Folha que que o ingresso de oposicionistas do ditador Nicolás Maduro na embaixada do país vizinho…”

Quer dizer que Maduro é ditador, e a mulher que liderou a invasão com uma turma de milicianos é embaixadora do sujeito que se autoproclamou presidente, mas não governa nada, não tem poder nenhum e fracassou até como golpista? É isso?

Essa notícia não é coisa de estagiário. É besteira de editor de idade. O jornalismo está brincando com a gente e desrespeitando nosso direito de comer um brioche em paz.

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