Folha sai da lata e se apresenta como isentona, mas não engana o robô

Esta é a manchete da Folha de São Paulo sobre a própria Folha, abrindo a lata e tentando se mostrar como não é:

“Folha completa 105 anos e reafirma compromisso com jornalismo crítico, pluralista e apartidário”.

Logo abaixo da manchete, essa linha de apoio que promete muito debate chato:

“Jornal segue relevante também porque nunca teve medo de abraçar inovações tecnológicas, como é o caso da inteligência artificial”.

Os assinantes da Folha estão pagando por textos de colunistas escritos por robôs. O jornal já admitiu e uma colunista, Natália Beauty, já confessou.

Natália diz que ela pensa e o robô escreve por ela. O errado seria se o robô pensasse e ela escrevesse.

A Folha também inovou na ditadura oferecendo suas camionetes peruas para o transporte de agentes da repressão e presos políticos.

Aguardem as próximas inovações do jornal isentão que foi cúmplice da ditadura desde o começo do golpe em 1964.

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FALA O ROBÔ
Como a Folha decidiu exaltar a Inteligência Artificial, para dizer que está sempre conectada às inovações, consultei o Gemini, do Google, sobre um assunto específico.

Queria saber o que um robô tem a dizer hoje sobre o uso comprovado de veículos da Folha para transportar agentes do governo e presos políticos durante a ditadura.

Escrevi apenas o que segue abaixo, com três pontinhos no final:

A Folha usava suas camionetes na ditadura para…

Essa foi a resposta do Gemini, que transcrevo na íntegra, sem mexer em nada do texto:

“Com base em investigações, documentos de órgãos como o CAAF/Unifesp e depoimentos de ex-agentes, a Folha de S.Paulo emprestou camionetes/caminhões de distribuição de jornais para o aparelho repressivo da ditadura militar (1964-1985), especificamente para a Operação Bandeirante (Oban) e DOI-CODI. O objetivo do empréstimo desses veículos incluía:
Disfarce em Operações: Os caminhões baú de distribuição da Folha eram usados como cobertura para agentes da repressão atuarem nas ruas sem despertar suspeitas, permitindo a aproximação de opositores do regime.
Logística de Prisões e Sequestros: Os veículos facilitavam a prisão, o sequestro e o transporte de militantes da esquerda armada, muitas vezes resultando em desaparecimentos e assassinatos.
Ciladas: Relatos indicam que os veículos foram usados em armadilhas para atrair opositores, com policiais saindo de dentro das camionetes para efetuar prisões.
O ex-agente de informação do Exército Marival Chaves do Canto confirmou que os carros da empresa eram usados sistematicamente na cobertura de encontros. A colaboração, segundo pesquisadores, era conhecida pela direção do grupo à época.
Nota: A Folha de S.Paulo, em editoriais passados (como em 2018), justificou o apoio ao golpe de 64 como um erro, mas questiona a sistematicidade do apoio material denunciado por pesquisadores”.

(O Gemini remete para vídeos no Youtube e ao final para uma reportagem da Agência Pública sobre essa pauta, com link que está na área de comentários. Há, além dessa reportagem, uma vasta documentação sobre a cumplicidade da Folha com os militares e os civis que os sustentavam. Os robôs podem ajudar.)

9 thoughts on “Folha sai da lata e se apresenta como isentona, mas não engana o robô

    1. Faz sentido para quem é crítico do jornal e desconfia dele. O que não tem lógica é um jornalista que acusa o periódico de tudo quanto é ruim no universo e não tirar o olho de suas páginas.

      Mas o Neri Moisés Mendes Maralheiros não odeia a Folha, muito pelo contrário. Ele sonhou a vida inteira, sonhou tanto em trabalhar no prédio da Barão que a foto que ele escolheu para a postagem é a de uma redação alegre, jovial e descontraída. Ele poderia ter escolhido uma foto com jornalistas sisudos e fumantes dos anos 70, mas escolheu uma foto bonita, com gente descolada e democrática num feliz dia de trabalho.

      O Moisés ama a Folha de São Paulo.

  1. Guinho, vou repetir tudo de novo, já que não percebe que aqui quem costuma perder o bom senso e a lógica tem sido você. Só para o teu conhecimento, a profissão bem-sucedida de Moisés Mendes é a de jornalista. Ou seja, por mais que desgoste de algumas publicações, por competência e profissionalismo, é obrigado a lê-las para manter-se bem informado e também para poder emitir opiniões bem fundamentadas ao redigir seus ótimos e imperdíveis textos.

    Obcecado pela bosta da Folha e recalcado por jamais ter nela trabalhado, tenta inverter os papéis, porém, aqui, quem deve explicações, é unicamente você. Por acaso tens uma profissão que o torne lógico e te obrigue a ‘não tirar os olhos das páginas’ do blogueiro? E olha, numa coisa podes ter razão e talvez a foto sobre a Folha pudesse ser outra: a de um daqueles furgões que serviram aos agentes da ditadura para montar tocaias aos combatentes do regime assassino e antidemocrático.

    1. Moisés Neri Maralheiros Mendes, eu só venho aqui defender a Folha de São Paulo.

      Eu não quero ser jornalista, nunca fui jornalista e, sendo assim, nunca enviei currículo para qualquer jornal. Sou consumidor de notícias, é diferente. É igual a ser consumidor de iogurte e, só por isso, querer trabalhar numa linha de produção de iogurtes.

      Quem gostaria de ter sido jornalista de um grande jornalão é o Moisés Neri Malheiros Mendes. Ele ama a Folha de São Paulo, mais até do que eu.

  2. Também sou consumidor de notícias, Guinho, mas nem por isso costumo ler conteúdos que não me agradam ou desinformam e nem saio por aí a fazer a defesa incondicional de qualquer publicação, ainda mais quando seus proprietários foram lacaios da ditadura e sequer sabem de tua existência. Talvez por você ser da capital paulista, onde já morei por quase duas décadas, essa tua arrogância típica de muitos paulistanos não te deixe perceber outra obviedade: Moisés Mendes foi editor do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, o que, guardadas as proporções, equivale a qualquer um dos jornalões de São Paulo. Embora não queiras admitir, repito, fascistinha, o recalque aqui é todo teu.

    1. Zero Hora é jornal de província.

      Super modelos, bandas de rock, jogadores de futebol, escritores e jornalistas gaúchos sabem que só terão relevância se trabalharem em São Paulo ou no Rio.

  3. Não faz sentido!

    É como se a Fundação Perseu Abramo, o PT ou o Brasil 247 usassem pesquisas feitas pelo PL ou retirassem informações da Revista Oeste para enriquecer suas publicações na internet!

    Não faz sentido!

    O post da pesquisa abaixo é exatamente isso: um absurdo.

  4. Agora o que todo mundo quer saber é quem é o Ministro do Supremo apelidado no celular do VORCARO de o “PICA DAS das GALÁXIAS”, presente no SURUBÃO de TRANCOSO, que o banqueiro ostentação, e ora falido, organizou na referida praia baiana, em outubro de 2022. Entre dezenas de altas autoridades dos Três Poderes da República, EMPRESÁRIOS e banqueiros, VORCARO providenciou uma seleção da ONU de dezenas e dezenas de garotas de programa internacionais – suecas, holandesas, RUSSAS, polonesas, UCRANIANas, etc. Só LOIRAÇa ! Nenhuma falava português, nem conhecia NINGUÉm. O contrato ERA para Tirar a roupa, chupar o pau, liberar os orifícios, e ser comida, sem questionamentos. O VORCARO paga bem pra caramba, como todos sabem. Mas será que é tão difícil acessar a lista de passageiros Que desembarcou em Trancoso ou Porto Seguro nas datas do SURUBÃO ? Taí um trabalho facinho, facinho para o jornalismo INVESTIGAtivo. FAÇAM suas apostas: QUEm é o “PICA DAS GALÁXIAS” do SURUBÃO de TRANCOSO ? Como diria o Sergio Mallandro, o povo quer saber.

  5. Essa tá rolando nas redes: “DO alto do Mulungu, o Lula tomou no C.” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    A quantidade de MEMES que esse desfile tá rendendo, é impressionante. Deve ser o recorde mundial de memes. Valeu, Acadêmicos de Niterói, vcs são “JENIOS” kkkkkkkkkkkkkkk

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