A HORA DE CAIR FORA

O jornalismo brasileiro ainda deve a grande pauta que muitos já fizeram fora daqui. É sobre as pessoas que se negam a voltar ao trabalho presencial e preferem pedir demissão.

Não é essa conversa batida de empreendedorismo, nada disso. É a repulsa à ideia de voltar a conviver com chefias inseguras e autoritárias, colegas malas e metas e pressões de ambientes envelhecidos e carregados.

É a rejeição à ‘firma’ tradicional, potencializada pelos dois anos de ausência desse cenário real na pandemia.

Quem sobreviveu não quer mais saber desses ambientes, principalmente os mais jovens. Modelos de gestão que já eram tóxicos há décadas foram denunciados ainda mais pela pandemia.

Vale para empresas, escolas, governos e onde há algum tipo de convivência coletiva sustentada por modelos do século 20, incluindo ONGs e assemelhados.

É um fenômeno acionado na Europa e nos Estados Unidos pelos jovens. Eles pegam as mochilas e dão tiau.

O isolamento ampliou a sensação de que as pessoas trabalharam sob permanente insalubridade, desde sempre, com raras exceções.

Chegou a hora de dizer: ganho mal, sou explorado pelo subcapitalismo bolsonarista, to caindo fora, não quero mais.

No Brasil, as posturas de extrema direita, explicitadas como nunca, fazem com que algumas empresas se tornem insuportáveis. Há muitos outros Bolsonaros comandando seus negócios, com a ajuda de prepostos bolsonaristas.

Mas fazer o quê e fugir pra onde? Eis o desafio, que os mais novos saberão enfrentar.

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CARREATA DA MORTE
Só acreditei quando vi o video. Centenas acompanharam Bolsonaro em carreata em carro aberto em Itamaraju, na Bahia, onde duas crianças e um jovem da mesma família morreram e há 600 desabrigados pelas cheias.

Não que eu tenha ficado em dúvida sobre a atitude de Bolsonaro. Não acreditei que tantos moradores tivessem participado.

Organizadores e participantes da carreata, na cidade traumatizada por uma tragédia, são mais doentes e mais criminosos do que Bolsonaro.

(Prefiro livrar os leitores de verem o vídeo, que repete o que todo mundo já viu nesse tipo de manifestação)

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QUE CARA DE PAU
Mensagem de Sergio Moro no Twitter:

“Precisamos criar uma grande força-tarefa para transformar o país, retomar o crescimento econômico, criar empregos e erradicar a pobreza”.

Só faltou dizer que ele já combinou com os russos. É uma frase boba do senso comum, uma platitude tão autêntica, vindo de quem vem, quanto uma laranja azul.

O que Moro mais fez na Lava-Jato foi destruir empresas e empregos, na caçada aos donos das grandes empreiteiras, para pegar Lula.

One thought on “A HORA DE CAIR FORA

  1. Moro, BOBALHões e bobalhonas da globonews e aposentados da lava-jato tentam, a todo momento, mudar a história da tragédia representada pela destruição de empresas e empregos nacionais, além da nossa FRÁGIL democracia. Canalhas.

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