A imprensa subjugada

O assassinato de Ágatha não é manchete de nenhum dos jornais da grande imprensa. Nenhum.
Nem dos jornais do Rio. Nem do Globo. Nem mesmo do Extra e do Dia, considerados populares e mais próximos dos moradores dos morros e das comunidades pobres.
A imprensa tem apenas brigas particulares com o fascismo, porque se desentendeu com Bolsonaro, com Crivella e com Witzel no meio do caminho.
Porque as empresas têm conflitos de interesse com as igrejas e com a estrutura política e econômica da extrema direita.
Mas os jornais são covardes. Nada é mais revelador do caráter do jornalismo do que a indiferença com o assassinato de uma criança de oito anos pela polícia que hoje vai matar mais negros e pobres.
O assassinato de Ágatha deveria marcar a grande reação contra a barbárie. mas tem uma abordagem burocrática e preguiçosa pelos jornais.
O assassinato de Ágatha só é manchete nos sites e nos blogs ditos alternativos.
O bolsonarismo acovardou e subjugou o jornalismo das grandes corporações.

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