A LUTA ANTIFASCISTA, A GLOBO E O CADÁVER DO JORNALISMO

Uma questão decisiva para o domingo: quem irá cobrir as manifestações na Avenida Paulista, se já se prevê que os dois lados, do fascismo e do antifascismo, pretendem ocupar a rua, mesmo que à distância e em horários diferentes, como determinou um juiz?

Parece uma equação simples para a imprensa das corporações, mas não é. A Globo não consegue fazer cobertura ostensiva de rua com câmeras com logotipo e repórteres que possam ser identificados.

Nem se as manifestações de um lado e de outro forem em horários diferentes. A Globo sofre para fazer cobertura de rua, porque é rejeitada por manifestantes de esquerda e direita.

As outras TVs e jornais abandonaram a cobertura de rua há muito tempo, desde as passeatas contra Dilma. As últimas imagens de conflitos de rua são dos black blocs no Rio, pouco antes do golpe.

O jornalismo das grandes corporações só fazia cobertura de movimentos do reacionarismo e agora nem isso, porque o bolsonarismo vê comunistas em toda parte, e Globo, Folha, Estadão e outros estão entre eles.

Os veículos chamados alternativos devem estar na Paulista, mas terão de se organizar para de fato fazer a cobertura. Não poderá ser uma presença meia-boca.

No domingo passado, a GloboNews tinha um repórter ao lado dos policiais e uma câmera (possivelmente de celular, pela precariedade das imagens) mantida sempre à distância.

Foi o que salvou a GloboNews, porque a cobertura parecia improvisada e precária. Um repórter sozinho não faz milagres, até porque ele, pelo que parece, filmava e narrava.

É esse o jornalismo de hoje, com alguém com um celular na mão e um pouco de valentia na cabeça. Mas não pode ser sempre. Um repórter que narra, escreve, filma, fotografa e assobia pode ser tudo, e será sempre um homem-banda, mas muitas vezes não será um jornalista.

A verdade é que coberturas de conflitos de rua, em quaisquer circunstâncias, precisam de profissionais da imagem. O destemor dos amadores, que fazem o que podem, não irá substituir nunca a capacidade de ver, escolher e enquadrar o que importa.

Isso não quer dizer que boas imagens não serão captadas pelos não-profissionais. Nada disso. A escolta cordial à mulher do taco de beisebol, na Paulista no domingo passado, foi captada por alguém que estava ali com o celular.

Só tivemos acesso à conversa daquele policial doce com aquela mulher furiosa porque alguém estava por perto e filmou a química que se criou entre os dois.

Amanhã será outra história. O que se anuncia é a possibilidade real de uma batalha na Paulista, com a polícia do fascismo pronta para bater na gurizada.

Jornais e TVs que estão nas ruas de Nova York, mas não estiverem na Paulista no domingo – e também em Porto Alegre e outras capitais –, poderão perder um momento importante da luta contra o fascismo.

Se a grande imprensa ficar de fora da cobertura, estará cavando mais fundo a própria cova, que está aberta há muito tempo e apenas espera o cadáver.

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Um juiz determinou no fim da noite de sexta-feira que direita e esquerda não podem ocupar a Paulista ao mesmo tempo no domingo.

Os dois grupos têm o sábado para negociar. Os fascistas poderiam fazer a caminhada pela manhã e os antifascistas à tarde, ou decidir no par ou ímpar.

De qualquer forma, a decisão do juiz é sensata.

2 thoughts on “A LUTA ANTIFASCISTA, A GLOBO E O CADÁVER DO JORNALISMO

  1. Os repórteres da Globo estão na linha de frente nas caminhadas nos estados unidos. Por quê não repetem por aqui? Seriam bem recebidos pelos antifascistas.

    1. E inauguração de hospitais? Nada, né? Bolsonaro? O mané do FHC?
      E a mau gosto em todo o Brasil? Sobretudo na educação!
      Veja a Globo por exemplo. A Globo, digo sobretudo a TV aberta, — pois a GloboNews é de noticia apenas. A aberta é realmente um lixo de mau gosto artístico e cultural (cultura de massas).

      E isso a Globo é exatamente igual ao PT. A Globo faz exatamente o estilo cultural que o PT sempre venera a adora, a saber: O estilo Kitsch.

      O PT é Kitsch. A Globo é Kitsch.

      O PT odeia a alta cultura. Se escamba sempre para a baixa cultura. O PT nivela tudo por baixo! Sobretudo a educação básica. E a arte. Idem a cultura — o PT adora um oba-oba.

      Bom…, o PT “se acha”…

      lula é pior, pois se trata de um narcisista apedeuta contumaz.

      Mas o PT é Kitsch. O pior partido de toda América. Acabou aquela baranguice enorme de “PÁTRIA EDUCADORA”. [Eta frasezinha de João o Milionário Santana, slogan, bregona. E falsa]. Além de ser picareta e vigarista. Muito pior que mentiras ou “fake news”…

      Nunca vi partido mais bregaço, mais Kitsch, mais cafonérrimo, mais bregão que o PT. Há muito partido ruim no Brasil, mas de todos o PT é o pior.

      E A ESTÉTICA Petista, hein? O estilo petista de ser? Cujo gosto musical — sertanejo universitário — é apenas lixo e o tipo de música fraca e curta que gostam de produzir e de ouvir e que se faz hoje em dia (estética petista).

      o PT é um lixão grosseiro em relação a cultura e a educação: totalmente descartável, os projetos bregas petistas. O PT tem um mau gosto enorme. É Kitsch. O PT é barango, nivela tudo por baixo. Sobretudo a educação.

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