A maldição

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O senador tucano Sérgio Guerra está de novo nas manchetes por suspeita de corrupção. Mas Guerra está morto desde março de 2014. Vai e volta, também aparece nas manchetes o deputado José Janene, do PP, muito ligado aos tucanos. Mas Janene morreu em setembro de 2010.

Outro que frequenta notícia sobre corrupção é o ex-presidente do Banco Central e da Petrobras Francisco Gross durante o governo tucano de FH. Mas Gross morreu em maio de 2010.

Todos eles fazem parte de uma maldição tucana. São mortos acusados de envolvimento em corrupção que, claro, não têm mais como se defender e não têm quem os defenda com muita convicção. Também alguns acusadores de tucanos estão mortos. O mais famoso deles é Paulo Francis,  que começou tudo, há exatos 20 anos.

Francis denunciou pela primeira vez os rolos na Petrobras, no governo de Fernando Henrique. Ninguém investigou nada, e o jornalista morreu de infarto logo depois de processado pelos que apontou por roubo.

Voltando aos outros mortos. Janene está na origem da Lava-Jato. O doleiro Youssef, o grande delator, conta que Janene, seu compadre e inspirador, era o repassador da propina de Furnas para Aécio Neves, durante mais de cinco anos. O doleiro contou isso umas quatro vezes em delações. Aécio nunca foi investigado.

Só agora, por pressão do procurador-geral Rodrigo Janot, Gilmar Mendes rendeu-se ao pedido para que Aécio finalmente seja ouvido e o caso siga adiante. Mas Youssef fala e fala, mas não apresenta provas. As provas estariam com Janene, que está morto. Esperemos as investigações.

Outro que não irá esclarecer mais nada é Francisco Gross. Foi durante a gestão dele na Petrobras que a estatal comprou a petroleira argentina Perez Companc. Nestor Cerveró já disse em delação que os tucanos levaram uma propina de US$ 100 milhões dos argentinos.

Agora, Sérgio Guerra aparece de novo em gravações reveladas pela Polícia federal, em que – segundo a Folha de S. Paulo de hoje – acerta uma enrolação, em 2009, para que não saia a primeira CPI da Petrobras.

Contam que Guerra teria levado algo ao redor de R$ 10 milhões de empreiteiras para melar a CPI no Senado. Guerra era presidente nacional do PSDB. Mas Guerra também está morto.

Os tucanos podem ter como consolo este dado macabro. Gente apontada como líder de corrupção graúda morreu em atividade. O estrago feito atinge suas memórias. Suas mortes podem livrar os que continuam vivos.

Mas Aécio Neves, agora sob investigação, está bem vivo, mesmo que às vezes se faça de morto. Gilmar Mendes tem a chance de provar que também se dedica a processos contra tucanos. Outros, muitos outros (envolvidos nos casos do metrô e da merenda em São Paulo, do mensalão de Minas etc etc) ainda não morreram, mesmo que os processos contra eles já nasçam moribundos.

Chegou a hora, espera-se, da prestação de contas dos tucanos vivos.

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