A NOVA ETAPA DO PROJETO DO GENOCÍDIO

A solidariedade concreta, de socorro aos pacientes de outros Estados, é inegociável. Hospitais do Rio Grande do Sul e Estados do Sudeste e do Sul estão recebendo ou vão receber doentes de Covid-19 do Norte, porque só assim eles podem ser salvos.

Era exatamente isso o que Bolsonaro, Pazuello e os cúmplices da morte queriam, enquanto boicotam a vacinação em massa.

Sem oferecer solução para Manaus e outras cidades, Bolsonaro começa a ‘gestão’ de mais uma etapa da pandemia: disseminar as novas variantes do coronavírus por todo o país.

O governo agiu para que acontecesse o contrário do que todos sabem que deve ser evitado: a circulação de infectados.

Sabe-se que é preciso acolher os doentes como for possível, sem questionamentos, porque na urgência não há outra solução. É uma missão de saúde pública e uma obrigação moral.

Os profissionais de saúde que o bolsonarismo tanto ataca saberão dar conta desse desafio grandioso, mesmo que tenham chegado ao limite da exaustão.

Mas era isso que Bolsonaro queria e conseguiu provocar. O trânsito de pacientes por todo o Brasil, por negligência do governo, era a etapa que faltava do projeto do genocídio.

Preparem-se para as próximas reações do fascismo, que pode incluir a rejeição nas redes sociais aos pacientes do Norte, se é que isso já não está acontecendo.

A extrema direita pode se voltar contra o plano que seus líderes criaram. Não há uma fatalidade, porque Manaus não mergulhou no horror por acaso.

O que há é um projeto deliberado de disseminação da doença e da morte.

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BABENCO
O filme ‘Babenco -– Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou’, de Bárbara Paz, está no Oscar. Vai concorrer como Melhor Documentário e Melhor Filme Internacional.

Seria bom se a história de um argentino finalmente nos desse o que nunca tivemos.

Os argentinos já nos deram Evita, Gardel, Borges, Che, Maradona, Francisco, Cristina. A memória de Babenco pode agora nos dar um Oscar.

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APENAS UM DESABAFO
A esquerda que ouve esses novos e já velhos sertanejos insuportáveis sustenta bolsonaristas. E tem muita esquerda ouvindo esse lixo.

Não tem essa de música popular, de respeito ao que o povo gosta. Não venham com a conversa de discriminação e com a repetição infantil de que não podemos generalizar.

Não raciocinem pelas exceções. Esses caras da sofrência são hoje a claque mais importante de Bolsonaro.

Waldick Soriano era luxo ao lado desse lixo. Quem ouve essas figuras financia o bolsonarismo.

Esses caras são os Romeros Britos da gritaria neosertaneja. Eles cantam com falsestes grotescos os hinos dos bolsonaristas da Barra da Tijuca, da Paulista, do Moinhos e também das periferias.

Eles pagaram o churrasco de ontem, quando Bolsonaro atacou a imprensa com palavrões. É uma vasta chinelagem que une Bolsonaro, pelo reacionarismo, e a Globo, pelo dinheiro. O lixo cultural no Brasil foi politizado pelo fascismo.

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