A nova missão do jornalismo: mostrar as mentiras do ataque ao Irã

O bom jornalismo, que expôs as mentiras americanas no Vietnã e no Iraque, pode nos trazer mais adiante as mentiras sobre o ataque que ‘destruiu’ as instalações nucleares do Irã.

Começa agora a guerra dos jornais americanos para saber quem dirá primeiro, em detalhes, o que já está sendo insinuado nas manchetes de hoje: o ataque foi um fracasso.

O que explica a pressa do neonazista em pedir uma trégua e um prazo para o fim da guerra.

Essa é a manchete do The New York Times:

Ataque atrasou o programa nuclear do Irã em apenas alguns meses, diz relatório dos EUA

Logo abaixo, o jornal mostra a reação do governo:
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, refutou o informe, dizendo que as bombas dos EUA comprometeram a capacidade do Irã de criar armas nucleares.

O The Wall Street Journal vai na mesma linha:

Ataques dos EUA atrasam programa nuclear do Irã em alguns meses, diz relatório inicial

E acrescenta:
Um relatório preliminar de inteligência confidencial produzido pela área de Defesa contradiz as alegações da Casa Branca de danos mais extensos.

Essa é a manchete do USA Today:
Cessar-fogo está em vigor, mas programa nuclear iraniano pode ter sobrevivido

A chamada de capa do Los Angeles Times, num canto do site, é semelhante:

Avaliação inicial diz que instalações nucleares do Irã estão danificadas, mas não destruídas

O tom geral dos jornais do mundo todo é este: a Casa Branca está atacando o relatório da inteligência vazado para a imprensa por alguém de dentro do governo.

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FRACASSO
A morte de Juliana Marins sozinha no buraco de um vulcão. A continuação da matança de crianças em Gaza. As guerras e as farsas montadas pelo neonazismo mundial. O avanço do ódio e do fascismo no Brasil, com direito a voto de pessoas de fé. Falar de desesperança é dizer quase nada. As gerações que vieram do século 20 e chegaram ao século 21 são fracassadas.

2 thoughts on “A nova missão do jornalismo: mostrar as mentiras do ataque ao Irã

  1. É bizarra a desmoralização do Nobel da Paz. Trump já surge como candidato ao prêmio. A honraria já foi concedida a Henry Kissinger e Barack Obama. O primeiro recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1973, juntamente com Lê Đức Thọ, por suas negociações para o cessar-fogo na Guerra do Vietnã. Lê Đức Thọ recusou o prêmio, mas Kissinger aceitou embora tenha sido um dos responsáveis pelo aumento da participação americana no conflito e acusado de ataques com agentes químicos no Camboja. Obama foi o presidente que manteve os Estados Unidos mais tempo em guerra – exatamente os oito anos de seu mandato.

  2. Já começa que o criador do Prêmio Nobel, o químico sueco Alfred Nobel, foi o inventor da DINAMITE. Segundo o dito cujo, sua intenção era usar seu invento na indústria da mineração. Mas parece que foi usada para outras “cossitas”. Mais ou menos como o mineiro Santos Dumont, que achou que o avião seria apenas um meio de transporte. Como diz o ditado: “de boas intenções o inferno tá cheio”.

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