A PANDEMIA E OS ALIENADOS

Para que servem um prefeito e um governador que desaparecem no momento em que os verdadeiros líderes reafirmam seus comandos em todo o mundo?
São imitadores dissimulados de Bolsonaro, incapazes de liderar a articulação de ações em todas as áreas contra a pandemia?
Onde foram parar o prefeito de Porto Alegre e o governador do Estado? Não podem argumentar que estão em reuniões ou pensando.
Eles têm que mostrar a cara, reaparecer, dizer que podem assumir compromissos. Devem se esforçar para passar confiança, se é que conseguem.
Os dois são retardatários. A imagem do prefeito e do gestor estadual é a de relapsos e alienados diante de uma situação de pavor generalizado.

PAREM AS MÁQUINAS
“Para evitar o contágio, tem que parar a economia.” Não é alguém da esquerda, insensível ao lucro, que está falando.
É Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da FGV. Em entrevista ao Globo
É uma voz sensata, respeitada pelo tal mercado, em meio às loucuras de Paulo Guedes e de Bolsonaro.
Silvia diz que a pandemia somente será contida se a produção for paralisada, com as pessoas em casa.
E que as empresas devem ao mesmo tempo serem socorridas pelos bancos para pagar salários e outras despesas.
Mas quantas Silvias temos no Brasil?

A CARTA
Pobre Gustavo Bebianno. A carta que deixou para Bolsonaro é fraca demais. E todo mundo já esqueceu a morte de Bebianno.
As notícias sobre o coronavírus engoliram a única figura capaz de desvendar os rolos de Bolsonaro no PSL, porque conhecia o cofre e as brigas pela partilha do dinheiro com os filhos do homem.
A pior parte da carta é o final: “Fique com Deus e um beijo no seu coração (hétero)”.
Bebianno não cumpriu uma lição dos sábios da política: não fale e não escreva nenhuma bobagem que possa ser póstuma.

É GOLPE
A Globo adotou um padrão para todos os repórteres. As manifestações do bolsonarismo pelo fechamento do Congresso e do Supremo são tratadas nas reportagens como “antidemocráticas”. A palavra antidemocrática está sempre à frente de protesto, atos ou manifestação da extrema direita. Ontem apareceu de novo.
Parece pouco, mas não é.

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