A PERFORMANCE E A MORTE

É só uma provocação para meus amigos de todas as artes da representação. Há no olhar de Roberto Alvim, do início ao fim do vídeo que o derrubou, o brilho de quem se extasia com um experimento adiado por anos, talvez décadas.
Alvim conseguiu o que poucos diretores conseguem, ele dirigiu a própria performance. Dito de outra forma, ele determinou que o ator se impusesse diante do diretor.
Cuidou do roteiro, do texto, do cenário. Foi o dia de Orson Welles de um cara que via os outros atuarem e que, dizem, estava enfarado de dirigir. Alvim atuou no seu suicídio como artista durante pouco mais de cinco minutos.
Foi sua única e grandiosa performance como ator e à moda antiga. E que ele queria que fosse mesmo em preto e branco.
No final, um meio sorriso e, para ser pop e provocativo, uma piscadinha tipo William Bonner.

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