A precarização da velha direita e do fascismo

Malafaia não achou ninguém importante na lista de igrejas e pastores que possam estar envolvidos com os rolos do INSS. Damares Alves, conhecedora dessa gente, disse que a CPMI das fraudes havia identificado “grandes igrejas” sob suspeita.

Largou a lista, sob pressão de Malafaia, e o pastor reagiu com desdém e agressividade, porque a relação de igrejas e colegas evangélicos não tem mesmo ninguém de primeira linha.

Michelle, em outra frente de batalha, aliou-se a Tarcísio de Freitas contra Flávio Bolsonaro, porque o filho ungido pelo pai não terá seu apoio. Flávio é considerado um candidato de segunda linha, sem envergadura para enfrentar Lula.

É o problema geral da extrema direita hoje. Não há ninguém de primeira linha, com a grandeza de um Bolsonaro, para marcar os espaços e as posições do bolsonarismo. Nem os criminosos seriam de primeira linha.

Sem o chefe por perto, sobra para o fascismo agarrar-se às fake news de terceira linha de Nikolas Ferreira. E à estratégia de quarta categoria de tentar manter o Supremo sob a ameaça de impeachment de ministros.

Os jornalões, desesperados atrás de alguém que possa derrotar Lula, estão atrapalhados na abordagem do que Flávio significa como salvação para a direita, e não só para o bolsonarismo.

Mas Flávio é tão de segunda linha que a Folha o apresenta como candidato forte no primeiro turno, mas sem a força de Tarcísio no segundo. E o Globo o vê como competitivo porque vem caindo a rejeição ao seu nome pelo fato de que foi indicado pelo pai.

Para a Folha, que se baseia no que diz seu instituto de pesquisas, Flávio arranca bem contra Lula. E se arranca bem, à frente inclusive de Tarcísio, pode se firmar mais adiante. Só que a diferença de Lula para Flávio é de 13 pontos no primeiro turno.

Ampliam-se os dramas da direita sem Bolsonaro. Desde muito antes do desfecho do julgamento do golpe, sabia-se que os golpistas eram fracos. Os generais não eram de primeira linha, como os de 64.

Seus ajudantes na montagem do golpe eram do mesmo nível. Os planejadores dos assassinatos de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes eram criminosos de péssima qualidade.

Com a prisão de Bolsonaro, fica provado que ele era o único nome de primeira linha no amplo espectro do que possa ser a direita hoje, considerando-se a antiga e a nova. Bolsonaro engoliu e precarizou a velha direita, mas foi condenado e encarcerado e não tem forças para inspirar a reação antiLula em 2026.

A direita toda, e não só a extrema direita, está entregue a uma gente de segunda linha. Até as denúncias lavajatistas contra a mulher de Alexandre de Moraes, o filho de Lula e o cunhado do primo do tio de alguém que trabalha com Lula são de segunda categoria.

Há desalento na direita, mas mesmo assim as pesquisas informam que o bolsonarismo está vivo e entregue hoje à liderança de Flávio Bolsonaro. A velha direita, com articuladores de primeira linha, do tamanho de um Ciro Nogueira, de Gilberto Kassab e de Valdemar Costa Neto, não tem um nome à altura dessas máquinas de angariar apoios, intrigas, dinheiro, conspirações e votos, para o enfrentamento de 2026 contra Lula.

Não encontram nem pastores e igrejas de primeira linha envolvidos nas fraudes do INSS. Malafaia não viu ninguém importante, e ele tem lugar de fala do mesmo nível de Damares, porque eles sim são de primeira linha no mundo das igrejas, ao lado de Magno Malta e Sóstenes Cavalcante.

Não há mais um grupo de influencers que possam ser considerados de primeira, sabendo-se agora que Michelle classificou Allan dos Santos como um boneco de ventríloquo. Há muito tempo, talvez uma década, ninguém usava a comparação com boneco de ventríloquo para ofender alguém. Até nisso a direita perdeu força, na capacidade de atacar e ofender com alguma graça e originalidade.

Michelle viu Allan dos Santos como um boneco ligado a Lúcifer, e Nikolas Ferreira o enquadrou como um bosta. É uma sequência de ataques reveladores das fragilidades da direita, enquanto Eduardo se consagra como conspirador de segunda categoria.

Em meio a derrotas, brigas, cansaço e desilusões, Bolsonaro se comporta não como um preso altivo, mas como um encarcerado fragilizado mental e fisicamente, um presidiário de segunda linha.

Só Tarcísio poderia salvar toda a direita. Mas Tarcísio é visto dentro do bolsonarismo como vacilão e um bolsonarista inconfiável e de segunda linha.

7 thoughts on “A precarização da velha direita e do fascismo

  1. Por que o Moisés morre de tanto medo de mencionar o Banco Master? Mais uma vez aqui ele protege nomes envolvidos com a fraude. Fabiano Zettel é cunhado do Vorcaro, pastor da Igreja batista Lagoinha e está na lista da Damares. André Valadão, pastor fundador desta mesma igreja, também está. A igreja Lagoinha é grande e influente, mas o Moisés quis dar uma disfarçadinha, de medo da Viviane Barci.

    Agora vamos ao texto confuso:

    “Com a prisão de Bolsonaro, fica provado que ele era o único nome de primeira linha”. Atenção: Aqui Bolsonaro é um fascista de primeira linha. É o que está no texto.

    “Não há ninguém de primeira linha, com a grandeza de um Bolsonaro”. Aqui ele tem até GRANDEZA! (risos, risos).

    Agora a pérola: “Desde muito antes do desfecho do julgamento do golpe, sabia-se que os golpistas eram fracos.” Ué, o Bolsonaro não tinha “grandeza”, não é de “primeira linha”? Antes do golpe já se sabia que ele era de segunda linha, ou seja, fraco?

    Nota zero no ENEM.

  2. E nota 100 para a tua previsibilidade, Guinho! Se antes bastava Moisés escrever um texto com referência à bosta de tua amada Folha para que houvesse 100% de chances de você ser o primeiro a correr para o teclado para fazer um comentário ofensivo e depreciativo, agora isso se aplica a todos os artigos do blogueiro. E mentiroso e sem palavra como é, aliás, características dos fascistas, mesmo que já tenha dito mais de uma vez que não voltaria mais aqui, inventará que foi avisado pelo ‘pessoal’ (seriam outros da tua célula) que o Moisés está novamente a atacar o jornaleco e que não pode fugir à nobre missão de puxar o saco dos Frias. Ou terá pronta outra desculpa esfarrapada.

    Por favor, poupe-nos, Moisés! Sempre que quiser se referir à bosta da Folha, escreva ‘aquele pasquim da ditabranda’, ‘aquele pasquim que emprestou veículos e pessoal da frota de distribuição para os torturadores da ditadura’ ou ‘aquele pasquim de rabo preso com o leitor de direita’. Talvez assim o chato não perceba que estás a falar da bosta de sua amada Folha.

  3. Não sei ao certo as motivações para o empréstimo de veículo, mas tenho certeza de que o jornal foi obrigado a isso. Um jornal ganha muito mais dinheiro numa democracia do que numa ditadura…

    Agora, esse ódio todo da Folha só pode vir do Moisés. Neri, você é o Moisés, não é?

    Neste post eu apenas cobrei coerência. Afinal, Bolsonsro é um político de primeira linha ou de segunda? O Moisés se embananou todo.

    Eu também pedi análises sobre o Banco Master. No início, ele enchia a boca para associar o Vorcaro ao PCC. Bastou saber que dona Viviane Barci foi contratada para a defesa do banco, que ele começou a dizer que o escândalo era menor, que a Malu Gaspar estava tramando a queda do ministro. Falácia!

    Eu peço coerência: se um jornalista pede coragem aos colegas, por que esse mesmo se acovarda? Continue falando do Vorcaro, ué? Não tem mais coragem? Bater na Malu gaspar é fácil.

    1. O Moisés ainda deu uma disfarçada descarada ao dizer que na lista da Damares não havia igreja importante. Sim, havia, e ele sabe disso. Para piorar, o cunhado do Vorcaro estava na lista por ser pastor de uma igreja grande e politicamente influente.

      Como um jornalista tão “corajoso” pode dizer inverter tudo e dizer que o Malafaia não se importou com a lista por ela não ter pastor importante?

      O medo do Moisés é evidente!

  4. Guinho, pobre menino, você acaba de confessar que ainda acredita em coelhinho da Páscoa, Papai Noel e outros contos da carochinha. Então os Frias, proprietários da bosta da Folha, foram coagidos a dar suporte para a ditadura? Provavelmente, todas as grandes empresas alemãs que deram apoio para a ascensão e a trajetória genocida, racista e megalomaníaca de Adolf Hitler igualmente foram forçadas uma a uma, não é mesmo? E qual a explicação plausível para que donos de jornais tenham mais lucro em regimes democráticos que em ditatoriais? Sabe quantas fortunas só foram feitas porque puderam contar com as vistas grossas de ditadores no mundo inteiro?

    E quem é você para chamar o blogueiro de incoerente e de covarde? Como pode alguém que se esconde atrás de um ou de vários codinomes se achar no direito de desafiar e de afrontar um jornalista competente e digno como o Moisés tem sido ao longo de sua carreira? A internet está cheia de outros fascistas frustrados iguais a você, que só se sentem bem depois de destilar seu ódio e tentar destruir a reputação de inimigos políticos. Vá procurar sua turma, Guinho, e vê se deixa de ser infantil!

    1. Você é burro?

      Regimes ditatoriais controlam o que pode ou não virar informação, isto é, censuram, fecham jornais e prendem jornalistas. O jornal chapa branca fica repetitivo, sem despertar interesse no leitor.

      É diferente do que aconteceu com as TVS, Globo e o SBT, por exemplo, pois são empresas de entretenimento, que foram usadas pelo regime para burrificar a população. Ainda assim, no regime democrático elas tendem a ganhar mais. A novela Roque Santeiro, com audiência de Copa do Mundo, foi censurada na ditadura e veiculada durante a transição para o regime democrático. A primeira versão já havia sido gravada quando foi proibida. Mesmo o Marinho sendo amigo do regime, você deve concordar que o prejuízo foi grande.

      A família Simonsen, que ousou enfrentar a ditadura, foi totalmente aniquilada financeiramente. No caso dos Frias, o que parecia ser “ajuda” ao regime me parece cálculo para continuar sobrevivendo, que é o mesmo que medo.

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