A última aglomeração do golpismo

A aglomeração meia-boca do bolsonarismo na Avenida Paulista, pela anistia dos líderes golpistas, e não em defesa dos manés, teve sete governadores afrontando o Ministério Público e o Judiciário.

São sete cúmplices do chefe do golpe. Um quarto dos governadores brasileiros não respeita e não teme o sistema de Justiça.

A maioria tem o controle de todos os poderes nos seus Estados. Todos os poderes, incluindo o Judiciário. Com algumas exceções, porque também o fascismo enfrenta exceções.

Dizem, como disse nas redes sociais o ministro Márcio Macedo, secretário-geral da Presidência da República, que o que se viu em São Paulo foi apologia ao crime.

Não surpreende e não muda nada. O que vai se medir a partir de agora é o impacto da aglomeração de Malafaia no ânimo dos que defendem a anistia.

Uma coisa é certa, depois do que aconteceu na Paulista, com a presença de 7 mil pessoas por governador. Adiós Malafaia, adiós aglomerações. O bolsonarismo sabe que não pode contar mais com as ruas.

O resto é previsível. Bolsonaro vai manter a tática de produzir uma fala por dia, em entrevistas a algum veículo engajado à anistia, para que se mantenha em chamadas de capa dos jornalões, mais do que que nas redes sociais.

Bolsonaro quer manchete e visibilidade na grande imprensa, que reproduz tudo o que ele diz, mas tem um problema sério: o cansaço pela repetição dos ataques ao STF.

Bolsonaro é a maior mala da política e se tornará insuportável até para os que seguram a alça do seu caixão. Os sete governadores subiram na Paulista no caminhão fúnebre de Bolsonaro.

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LÍNGUAS
Bolsonaro disse na Paulista que não falar inglês é “uma grande falha” da sua formação.

Claro que não é. A grande falha da sua formação é que ele não fala javanês.

Se falasse, o Barão de Jacuecanga já teria resolvido o seu problema da anistia, com a ajuda do Malafaia. Que entende a língua do demônio.

14 thoughts on “A última aglomeração do golpismo

  1. Então, tá. O “democrata” Moisés Mendes acha que fazer campanha pela ANISTIA, um instituto previsto na CONSTITUIÇÃO, é crime de apologia ao crime. É afronta ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. O Moisés é um BRINCALHÃO. Quer dizer então que o INDULTO de Natal concedido pelo presidente da República a criminosos comuns, já denunciados e condenados, também é uma afronta ao Ministério Público e ao Poder Judiciário ? Quer dizer então que a campanha pela ANISTIA lá nos anos de 1978 e 1979 era uma afronta ao Poder Judiciário ? Milhares de exilados, políticos e principalmente TERRORISTAS que cometeram crimes de sangue, como assaltos, sequestros, homicídios, latrocínios, explosões, como a do carro-bomba que despedaçou pelos ares o jovem Soldado Mário Kozel Filho, que cumpria serviço militar obrigatório na sentinela do QG do II Exército em São Paulo, foram anistiados. Esse Márcio Macedo e outros só falaram MERDA. Desde quando lutar por ANISTIA POLÍTICA é crime ? Só na cabeça de um AUTORITÁRIO, só na cabeça de um democrata de ARAQUE. Fosse assim, o instituto da anistia deveria ser REMOVIDO da Constituição. Esse foi um dos seus PIORES artigos, meu caro Moisés. Um artigo LAMENTÁVEL !

  2. Quem disse que é apologia ao crime foi um ministro. Lembrando que não anistia política. Estão querendo livrar o criminoso mor da nação Jair bolsonaro.um criminoso e ladrão de jóias …

    1. Os Institutos da ANISTIA, do INDULTO e da GRAÇA estão previstos na Constituição e, abaixo da Constituição, no Código Penal. Se defender algo que está previsto na Constituição e no Código penal é crime, então ACABOU o Estado Democrático de Direito no Brasil. Aliás, pelo que vem fazendo o Supremo Tribunal Federal nos últimos 5 anos, o Estado de Direito já acabou de vez mesmo. Nunca vi tanta ESCULHAMBAÇÃO jurídica na minha vida. A comunidade de professores mestres e doutores em Direito está ESTARRECIDA. O insuspeito Desembargador Walter Maierovitch já falou e escreveu sobre isso. Está insuportável viver num país com tamanha INSEGURANÇA JURÍDICA.

  3. Esse notável desembargador insuspeito, é igual copinho de plástico que cai no lago.. vai para o lado que o vento levar, meu caro Watson.

    1. Xerox, como você é burrão de pai e mãe, você usou a palavra “insuspeito” para parecer culto, achando que ela tinha o mesmo significado de “suspeito”.

      Não foi isso?

  4. A propósito. Na aglomeração, tinha mais ambulantes do que gado. E muitos curiosos para ver qual governador ApalpaRIA a buzanfa da Micheque alça de caixão. O Malafa tá doidinho pra dar uma encoxada na santa. Por isso insiste em promover essas orgias em nome de jesuis, meu caro Watson.

  5. O guri chega em casa, após uma pelada de rua com os VIZinhos, e reclama: “papai, estou com dores horríveis na perna”. Ao que o pai responde: qual perna, a esquerda ou a extrema-direita ?

  6. O guri chega em casa, após uma pelada de rua com os vizinhos, e reclama: “papai, estou com dores horríveis na perna”. Ao que o pai pergunta: “qual perna, a esquerda ou a extrema-direita” ?

  7. Pronto. Depois da insuportável palavra “complicado”, que virou MODINHA, tomando o lugar do “viés”, agora surge a não menos INTRAGÁVEL palavra “disruptivo”, para virar moda. O cara que escreve “disruptivo” deveria ser preso e condenado a 40 anos de reclusão, sem direito a progressão de pena. Esses MODISMOS IMBECIS abalam o sistema nervoso até de um monge budista no Tibet.

    1. Mas nada pior di que o Xerox usar a palavra “insuspeito” no lugar de “suspeito”, achando que era um termo sinônimo mais sofisticado.

  8. “O insuspeito Desembargador Walter Maierovitch já falou e escreveu sobre isso. Está insuportável viver num país com tamanha INSEGURANÇA”.
    O velhinho com ou sem fralda, que depende de cunhado, nem lê o que o parceiro gado escreve. O que interessa é o mugido, meu caro Watson.

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