A VINGANÇA

A decisão de antipetistas ressentidos de votar no sujeito da extrema direita foi o que sobrou de possibilidade de vingança.
O custo político, social e pessoal é alto. Mas há uma década e meia a vingança está engatilhada. Votar no candidato do ódio é a única chance de ‘vitória’ para o antipetista com tanta frustração e tanto ressentimento acumulados.
Ele sabe que sua escolha pode resultar em uma tragédia, mas vai em frente, porque o desejo de vingança é maior.
antipetista foi às ruas com o pato amarelo e festejou o golpe que destruiu o Brasil. Ele sabe que fracassou. E agora mais uma vez tem o sentimento de que finalmente poderá ser vencedor.
O antipetista frustrado não persegue o desejo de vitória de uma ideia ou de um projeto para o país. Ele persegue obsessivamente uma vingança ao votar no sujeito que odeia negros, gays e mulheres.
Mas moralmente, por antecipação, o macho antipetista sabe que está derrotado ao olhar para a mulher, a filha, a aluna, a colega de trabalho, a mãe e a própria cara no espelho.

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