A VISITA QUE PÕE AUGUSTO ARAS NUMA FRIA

Imaginem se Lula tivesse visitado qualquer integrante do Ministério Público às vésperas de possíveis decisões contra o governo.
Imaginem se Dilma Rousseff fosse apertar a mão de alguém da Procuradoria-Geral em circunstâncias semelhantes.
Bolsonaro foi apertar a mão de Augusto Aras às vésperas de uma provável decisão do MP não contra alguém do governo, mas contra ele mesmo, contra o presidente.
Augusto Aras ficou numa situação bem complicada. Como diz o jurista Wálter Maierovitch, é agora que Aras se submete à prova que se apresenta a quem assume altas funções públicas, principalmente as que envolvem o chamado sistema de Justiça.
Aras pode se comportar como o indicado de Bolsonaro para o cargo de procurador e baixar a cabeça é mandar engavetar ou pode agir como quem, apesar do pouco tempo no cargo, já sente nas costas o peso da instituição que o acolheu.
O procurador da República defende os interesses da República. Esse é o peso que terá de sentir.

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