ADIÓS, TABARÉ

A democracia perde Tabaré Vázquez, e não só os uruguaios e as esquerdas latino-americanas.

Tabaré se elegeu presidente do Uruguai pela primeira vez em 2004, num momento emblemático do começo do século 21.

Na ponta debaixo da América Latina, era da mesma turma de Nestor Kirchner, que se elegeu presidente da Argentina em 2003, e de Lula, eleito em 2002.

Era da geração que nos deu o que temos hoje e que não podemos perder para o avanço da direita.

Que a história e a memória de Tabaré nos inspirem a continuar resistindo, como os argentinos resistiram.

Lula, já candidato para 2022 (mesmo que a esquerda depressiva não queira), passa a ser o único ainda vivo daquela turma.

(Alguns, se quiserem, podem incluir nesse grupo sulista Michelle Bachelet, que em 2005 se elegeu presidente do Chile, mas que não tem para a centro-esquerda latino-americana a mesma força real e simbólica de Tabaré, Kirchner e Lula.)

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MÉDICO
A frase de Pepe Mujica, que nos dá a grandeza de Tabaré Vázquez e acaba nos constrangendo pelo negacionista que o Brasil levou ao poder:

“Ele foi um um presidente notável, porque não deixou nunca de ser médico”.

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