AGORA BOLSONARO AMA A CLT

Bolsonaro e a extrema direita aliaram-se à direita para destruir a CLT. E o que faz Bolsonaro para desafiar os governadores e jogar o povo contra quem tenta conter a pandemia? Recorre à CLT.

Bolsonaro agora lê o que diz a Consolidação das Leis do Trabalho, que ele tripudiou com a reforma trabalhista apoiada pelos seus seguidores.

O sujeito quer que os governadores e os prefeitos paguem os salários de empregados das empresas paralisadas por força das medidas de restrição ao convívio social.

Bolsonaro nunca leu a CLT na vida (e nem deve saber direito do que se trata). Sabe apenas que é um conjunto de direitos que gostaria de ver totalmente extinto.

Mas, bem orientado, saiu-se com essa hoje no cercadinho do Alvorada:

“O artigo 486 da CLT diz que no caso de paralisação temporária ou definitiva do trabalho, motivada por ato de autoridade municipal, estadual ou federal, ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite a continuação da atividade, prevalecerá o pagamento da indenização, que ficará a cargo do governo responsável”.

Foi Bolsonaro quem emitiu no ano passado a MP 881, que dificulta o acesso da Justiça aos bens de empregadores com dívidas trabalhistas. Essa possibilidade é prevista na CLT como meio para viabilizar eventuais indenizações.

Com a história dos salários, Bolsonaro tenta transferir para os Estados uma responsabilidade que é sua. Bolsonaro só quer cuidar dos filhos.

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