Amigo de embaixador indicou a melhor paella à amiga de Lulinha
Depois das notícias sobre as orgias bolsonaristas, os negócios de Luciano Huck e suas viagens em jato de Vorcaro, o convite de Roberto Campos Neto para que o mafioso fosse à sua casa e o batismo de Flávio pelo pastor que ataca Aparecida, temos esta informação bombástica nas capas do Globo e do Estadão:
“Embaixador do Brasil na Espanha ajudou busca de escolas em Madri para amiga de Lulinha”
Leremos daqui a pouco em manchete que um funcionário da embaixada abriu a porta do Uber usado pela amiga de Lulinha e a conduziu a uma sala de espera, com tapete vermelho, onde estava uma tia de Lulinha que mora em Barcelona há 50 anos e vende cucas na embaixada e na escola depois indicada pelo embaixador.
A tia de Lulinha tem uma prima em Ibiza, onde Lulinha foi visto andando num jet-ski de uma sobrinha do mesmo embaixador, que também indicou à amiga de Lulinha, por sugestão de um amigo, além da escola citada, um restaurante com a melhor paella de Valencia.
Um assessor desse mesmo embaixador foi visto na ONU, na semana passada, logo depois do discurso de Lula, tomando cafezinho (e sempre olhando para os lados) com uma enteada da amiga de Lulinha, dona de um brechó no SoHo, localizado a cinco quadras da escola indicada à amiga de Lulinha, desta vez em Nova York.
(Não há como indicar a nenhum amigo que esteja chegando ao Brasil a leitura de nenhum jornalão brasileiro hoje.)

Moisés, o Luciano Huck não é funcionário do Estado brasileiro; o pastor propôs uma mudança na lei, não cometeu crime (no parlamento se discutem leis); Roberto Campos Neto não é presidente nem filho de presidente.
Um agente do Estado metido com lobista é algo grave. Se seu amigo vem de algum país sério, nem mostre isso para ele, porque ele vai se sentir enojado.
Os jornalões expõem todas as falcatruas e bandidagens do Flávio e da família dele também, mas eles não podem esconder a canalhice dos que se dizem “progressistas”. Os jornalões não são petistas e não protegem ministros, não adianta espernear.
Se você acha que as patifarias de um certo grupo político devem ser escondidas, eu só tenho a lamentar pelos leitores do ZH na época em que você era “jornalista”, pois deixaram de ser informados por um militante fanático.
Em época que chovem evidências de que Flavie é um foco de falcatruas intermináveis, nossa valerosa mídia demonstra isenção ao mostrar que o lado mundano do poder está ao dispor do filho do Presidente.
É mentira do Moisés. Assine a Folha e se surpreenda com as mentiras do Moisés.
Não sei se no RS ainda chega nas bancas o impresso, porque você poderia confirmar o quanto o Moises Mente.
Isenção?
Só porque o presidente é “progressista” está liberado o filhinho andar com lobista para fazer projetinhos?
A imprensa jamais passou pano para presidentes, exceto o FHC. O Moisés confunde o FHC com o Bolsonaro.
Já que o assunto é gastronomia, comenta aí, Moisés, sobre o menu da mais alta e sofisticada gastronomia francesa que o Vorcaro ofereceu ao casal Moraes, no réveillon de 24/25 em um hotel de luxo em Campos do Jordão, um mês antes de assinarem aquele contratinho modesto de 131 milhões de reais, por três anos, com parcelas mensais de 3,6 milhões, o que dá 3 milhões limpinhos, já descontados impostos e taxas. Perto disso, aquele almoço em Brusque que o VEIO da Havan promoveu, com a presença de alguns desembargadores do TJSC, parece um banquete dos mendigos.